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segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Avivamento! Queremos mesmo???

“Passe muito tempo, diariamente pela manhã e à noite, em oração e comunhão direta com Deus. Não há conhecimento que compense a perda dessa comunhão. Se falhares nisto te enfraquecerás e serás como qualquer outro homem.” Charles G. Finney

Tenho pensado um pouco sobre o significado de avivamento, nestes últimos dias. Cresci ouvindo falar sobre avivamento... campanhas de oração, congressos, etc., tudo com a finalidade de recebermos avivamento da parte de Deus! Geralmente a história sempre se repetiu... tínhamos eventos maravilhosos, muita gente chorava muito, e dançava no poder, era "batizada no Espírito Santo", muitas profecias eram dadas e recebidas, geralmente com a promessa de um novo tempo de Deus para aquela igreja local, ou cidade, para determinada família, etc. Porém, a grande verdade é que depois das festividades, a vida continuava exatamente como era antes delas. E assim seguíamos. Vivendo de evento a evento. Sempre na esperança de recebermos um avivamento que desceria milagrosa e repentinamente, transformando tudo como num passe de mágica.
Finney (1792-1875) foi um dos maiores avivalistas da história da Igreja. Sua vida e a frase acima citada parecem nos arremeter em uma direção diferente - embora não seja nada nova - de busca por avivamento. Faço coro com os que não acreditam que oração pode mudar o coração de Deus. Não! Definitivamente, não! Acreditar nisso é ver Deus a partir de quem nós somos. E Deus não é como o homem. Mas “oração e comunhão direta com Deus”, o que também inclui a meditação na sua Palavra, é o modo de mudar o nosso coração em relação ao coração de Deus.

“Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar um futuro e uma esperança. Então me invocareis, passareis a orar a mim, e eu vos ouvirei. Buscar-me-eis, e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração. Serei achado de vós, diz o Senhor, e farei mudar a vossa sorte;”. Jr 29.11-14a

Não é o coração de Deus que se desvia do bem. Não é o coração dele que precisa ser convencido à prática da misericórdia, do perdão, da humildade, do socorro aos necessitados, da fidelidade e do amor incondicional. Não! É o nosso coração! Mas essa mudança só acontece em nós quando recebemos essa injeção de vida, de caráter de Deus. A prescrição dessa injeção foi dada mesmo antes da queda do homem. Em Gênesis 2.9 é ressaltado a criação de todas as árvores agradáveis à vista e boas para alimento, além de outras duas, a árvore da vida, no meio do jardim, e a árvore do conhecimento do bem e do mal. Nos versículos 16 e 17 do mesmo capítulo é registrada a ordenança de que não se comesse da árvore do conhecimento do bem e mal, apenas dela. Sempre foi propósito de Deus que o homem fizesse uso do fruto da árvore da vida, e todos os dias, o Senhor, pessoalmente, descia pra servir o homem com este banquete: “E, ouvindo a voz do Senhor Deus, que passeava no jardim à tardinha, esconderam-se o homem e sua mulher da presença do Senhor Deus, entre as árvores do jardim. Gn 3.8. O Senhor descia e vinha ter comunhão com o homem. Ele sempre fez questão de imprimir no homem os seus pensamentos e seu caráter. E mesmo quando o homem decidiu se esconder e se perder de Deus, ele manifestou sua disposição em se fazer homem, para reconciliá-lo consigo mesmo, por meio de Jesus (Gn 3.15).

Penso que não temos recebido porque temos pedido mal. Sempre foi propósito de Deus que estivéssemos impregnados com a sua vida. E estar impregnado da vida de Deus não é apenas ter incríveis experiências eventuais, mas é viver com Deus, é andar com Deus, é amar com o seu amor, mesmo em casa, depois do culto, ou no trabalho, longe dos “irmãos”. Ser avivado é desejar a sua presença, a ponte de independente de sentimentos, escolhermos buscá-lo toda tardinha, pela consciência de que não existe nada que nos faça mais vivos e vivificados que a sua presença, a sua comunhão... a única coisa que pode mudar o nosso pensar, o nosso agir, e consequentemente, toda a atmosfera espiritual ao nosso redor e ao redor de quem amamos, de modo a termos nós, nossas famílias, nossa nação, e as demais nações tocadas por nós, um presente e um futuro de vida, esperança e paz.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Whitefield - Um exemplo a ser seguido!




George Whitefield (1714-1770) foi o caçulo dentre os sete filhos de Thomas e Elizabeth Whitefield. Thomas era dono de um hotel chamado Bell Inn em Gloucester, Inglaterra. Era o maior da cidade. Em um dos seus auditórios, freqüentemente se exibiam peças teatrais. Ali, George teve a oportunidade de, embora ainda muito novo, tornar bastante perceptível seu incrível talento para a dramatização e a oratória. Ele não apenas lia constantemente várias peças teatrais, como sempre faltava a escola para ensaiá-las.
Com a morte de Thomas e um segundo casamento mal sucedido para Elizabeth, George e sua família tiveram que enfrentar a completa falência. Elizabeth sempre teve bastante admiração pelo talento de George, e o fez continuar estudando enquanto seus outros seis filhos trabalhavam para o sustento da casa.
Aos 17 anos de idade, George Whitefield e sua mãe conseguiram, apesar da difícil condição financeira, realizar o sonho de ingressar na Universidade de Oxford. Ele precisou se submeter a ir como “servidor” para conseguir estudar. O servidor era um aluno que lavava as roupas, lustrava os sapatos e fazias diversos serviços para outros dois ou três alunos endinheirados. Ele vestia roupas doadas por esses mesmos alunos, bem como dependia de qualquer dinheiro que deles ganhava.
George sempre foi extremamente esforçado, e desde cedo, buscava fazer boas obras para ser merecedor do favor de Deus. Seu esforço chamou a atenção de membros de um pequeno grupo que viria a ser chamado de Clube Santo. Na ocasião, eles eram apontados pejorativamente como metodistas, pela sua conduta moral e religiosa, tida como bastante rígida. George se tornou um deles e a sua busca por Deus se intensificou ainda mais. Certo dia, ele encontrou um antigo livro – A Vida de Deus na Alma do Homem – de um escocês chamado Rev. Henry Scougal. Com esta leitura, ele aprendeu sobre a ineficiência das obras quanto à salvação, e a grandeza da graça e da salvação pela fé. A partir de então, sua espiritualidade se intensificou ainda mais. No entanto, o objetivo não era mais se fazer merecedor do favor do Senhor, mas era se manter focado no seu serviço ao seu Mestre e Salvador.
Mesmo depois da sua ordenação, George não foi muito bem visto por causa da sua postura teológica e seu discurso um tanto quanto profético, contra alguns clérigos, pelos quais ele orava para que experimentassem o novo nascimento. Sem espaço para pregar nas igrejas, ele começou a pregar nas ruas. Seus discursos eram de um conteúdo teológico simples, porém suas habilidades oratórias e o modo como conseguia dramatizar seus sermões arrebatava a atenção de todos. George fazia uso de seu incrível talento enquanto ator e, com uma forte linguagem corporal, com uma emoção explosiva, arrancava lagrimas e provocava a conversão de milhares de pessoas num único sermão. David Garrick, um ator inglês, chegou a dizer: "Eu daria cem guineas (moeda inglesa da época – equivalente a mais de uma libra moderna) se eu pudesse dizer "Oh" como o Sr. Whitefield!" George Whitefield chegou a pregar para uma multidão de até 23.000 pessoas. Ele não apenas provocava emoção aos ouvintes, mas arrebatava-lhes a atenção e conduzia-os por uma viagem de auto-avaliação e arrependimento. Ele foi um dos estopins do Grande Avivamento do século VXIII. Um homem com uma história de devoção fascinante. Um dos heróis da fé mais admiráveis. Um homem que descobriu os seus talentos, que os desenvolveu, e os disponibilizou como recursos para a manifestação de Deus, pelo Espírito Santo, para impactar a sua geração e fazer história.