“Assim que Jesus e seus discípulos entraram em Betsaida, algumas pessoas trouxeram-lhe um homem cego e suplicavam-lhe que tocasse o homem” (*CEV). Sempre! Não importa o quão espiritual, disciplinado ou maduro nós sejamos, sempre haverá momentos em que, conscientes ou não, nos encontraremos como que cegos. Mas, como é bom ter amigos! Como é bom ter um irmão amigo! Uma esposa amiga! Um “amigo” amigo! Nesses momentos, são os amigos que nos guiarão até que sejamos tocados novamente.
Enquanto na posição de amigos, também podemos entender que Deus tem seus próprios métodos e tempo. Às vezes o guiado precisará de mais de um toque! Razão? Somente Aquele que lê a mente do Senhor pode saber. Mas uma coisa é certa. Ele faz. E a Seu tempo! Poderíamos passar toda a eternidade tentando descobrir se os sete “dias” foram dias literais ou eras... chegaríamos todos à uma mesma conclusão: Ele fez! E a seu próprio tempo! Ele não parece ter pressa.
Por último, vemos o interesse do Senhor na salvação do homem, integralmente. Uma vez curado, Jesus disse ao cego: “Você deve retornar para sua casa agora, mas não entre no povoado” (*CEV). Corremos um sério risco de nos perdermos se passarmos em nossos trabalhos, ministérios, estudos, etc., antes de passarmos em casa. Minha casa, minha família, é parte de minha identidade. Ainda os que renegam os seus familiares, trazem indissolúveis traços como herança. Minha família é parte de quem eu sou. E Jesus, Ele nunca pensou em parte de mim, apenas. “Ele ama todo "eu"!” Ele quer curar tudo o que me diz respeito. Portanto, não só a mim, mas também a minha casa.
* CEV – Contemporary English Version.
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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
O Mistério do Dar
Quando lemos sobre a cura do paralítico de Cafarnaum, em Mateus 9:1-8, algo impressionante muitas vezes passa despercebido. O evangelho diz que alguns homens trouxeram o paralítico a Jesus, e “vendo a fé que eles tinham, Jesus disse ao paralítico: Tenha bom ânimo, filho; os seus pecados estão perdoados”. “Levante-se, pegue a sua maca e vá para casa”. Enquanto muitas vezes o nosso próprio senso de justiça nos motiva a esperarmos dos outros atitudes de fé a todo custo, ou nos impulsiona a julgarmos a falta de fé, em detrimento da realidade vivida pelo próximo em questão, essa passagem nos ensina um princípio extremamente importante. A fé de quem dar pode transformar a vida de quem recebe. Com a expressão “Tenha bom ânimo” agente percebe que o paralítico já era, obviamente por causa de tanto sofrimento, humilhação e vergonha, uma pessoa cansada, desanimada e sem esperança. Pode alguém nesta situação ter fé? Mas era como se Jesus estivesse dizendo àquele homem, “alegre-se, porque você encontrou pessoas que estão dispostas a dar. Pessoas que estão dispostas a oferecer o que você não tem. Pessoas que estão dispostas a lhe oferecer a fé que você precisa para ser curado”. A fé dos amigos anônimos salvou o paralítico. Espiritualmente, emocionalmente e fisicamente. Sim! A sua fé pode ser exatamente o que o seu próximo precisa. E para os cheios de autocomiseração, compartilhar, pode ser exatamente o que você precisa.
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