Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve. Mateus 11.28-30
A todo crente no Senhor Jesus, há um convite, e um desafio, neste texto de Mateus. Embora seja comumente usado apenas como um convite às pessoas para descansarem em Cristo, de todas as suas lutas, o que está correto, este texto traz também o maior desafio de Jesus aos seus seguidores. “Líderes, liderados, discípulos, discipuladores, pastores, ovelhas, vocês estão cansados? Tenho a condição para o alívio que vocês precisam... Troquem os seus jugos. Tomem o meu!”
Quando a adoradora indigna ungiu a Jesus com seu bálsamo valioso, mesmo já estando os seus discípulos há tanto tempo com o mestre, aspectos de suas naturezas antigas emergiram em protestos contra o desperdício, contra o misticismo, contra a “infantilidade” da intrusa... mas a paciência do mestre ainda os conservou por perto, de modo que eles não perdessem a chance de aprender ao serem influenciados por sua misericórdia e simplicidade; Jesus sabia quem eram os seus discípulos, e eles bem sabiam quem era o mestre do grupo, mas ainda assim, Jesus se portava como um igual entre eles, ao ponto de precisar ser identificado por um beijo, na ocasião da traição; ao traidor, continuava chamando de amigo... e não porque isso seria o politicamente correto, mas porque era assim que o seu amor o condicionava a continuar vendo-o, embora este não o tratasse como tal; de fato, a postura na vida, de Jesus, parece surreal, ilógica, contraditória aos fatos, em sua abundante e graciosa perseverança em misericórdia... mas talvez seja esse o significado de: “contudo, seja feita a Tua vontade, não a minha”, ou: “Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração”.
O jugo do Senhor não é o jugo da folga, da "maré mansa", ou mesmo da desistência e do descaso. É o jugo da dedicação, do esforço, da negação de si mesmo, da perseverança, da cruz que se toma dia-a-dia, da morte que se morre para achar a vida. Com certeza, esse não é o jugo que parecerá ser o mais fácil de carregar, mas certamente, é o único efetivamente eficaz para o que deseja o mesmo fim do mestre dos mestres.
terça-feira, 29 de setembro de 2009
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Avivamento! Queremos mesmo???
“Passe muito tempo, diariamente pela manhã e à noite, em oração e comunhão direta com Deus. Não há conhecimento que compense a perda dessa comunhão. Se falhares nisto te enfraquecerás e serás como qualquer outro homem.” Charles G. Finney
Tenho pensado um pouco sobre o significado de avivamento, nestes últimos dias. Cresci ouvindo falar sobre avivamento... campanhas de oração, congressos, etc., tudo com a finalidade de recebermos avivamento da parte de Deus! Geralmente a história sempre se repetiu... tínhamos eventos maravilhosos, muita gente chorava muito, e dançava no poder, era "batizada no Espírito Santo", muitas profecias eram dadas e recebidas, geralmente com a promessa de um novo tempo de Deus para aquela igreja local, ou cidade, para determinada família, etc. Porém, a grande verdade é que depois das festividades, a vida continuava exatamente como era antes delas. E assim seguíamos. Vivendo de evento a evento. Sempre na esperança de recebermos um avivamento que desceria milagrosa e repentinamente, transformando tudo como num passe de mágica.
Finney (1792-1875) foi um dos maiores avivalistas da história da Igreja. Sua vida e a frase acima citada parecem nos arremeter em uma direção diferente - embora não seja nada nova - de busca por avivamento. Faço coro com os que não acreditam que oração pode mudar o coração de Deus. Não! Definitivamente, não! Acreditar nisso é ver Deus a partir de quem nós somos. E Deus não é como o homem. Mas “oração e comunhão direta com Deus”, o que também inclui a meditação na sua Palavra, é o modo de mudar o nosso coração em relação ao coração de Deus.
“Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar um futuro e uma esperança. Então me invocareis, passareis a orar a mim, e eu vos ouvirei. Buscar-me-eis, e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração. Serei achado de vós, diz o Senhor, e farei mudar a vossa sorte;”. Jr 29.11-14a
Não é o coração de Deus que se desvia do bem. Não é o coração dele que precisa ser convencido à prática da misericórdia, do perdão, da humildade, do socorro aos necessitados, da fidelidade e do amor incondicional. Não! É o nosso coração! Mas essa mudança só acontece em nós quando recebemos essa injeção de vida, de caráter de Deus. A prescrição dessa injeção foi dada mesmo antes da queda do homem. Em Gênesis 2.9 é ressaltado a criação de todas as árvores agradáveis à vista e boas para alimento, além de outras duas, a árvore da vida, no meio do jardim, e a árvore do conhecimento do bem e do mal. Nos versículos 16 e 17 do mesmo capítulo é registrada a ordenança de que não se comesse da árvore do conhecimento do bem e mal, apenas dela. Sempre foi propósito de Deus que o homem fizesse uso do fruto da árvore da vida, e todos os dias, o Senhor, pessoalmente, descia pra servir o homem com este banquete: “E, ouvindo a voz do Senhor Deus, que passeava no jardim à tardinha, esconderam-se o homem e sua mulher da presença do Senhor Deus, entre as árvores do jardim. Gn 3.8”. O Senhor descia e vinha ter comunhão com o homem. Ele sempre fez questão de imprimir no homem os seus pensamentos e seu caráter. E mesmo quando o homem decidiu se esconder e se perder de Deus, ele manifestou sua disposição em se fazer homem, para reconciliá-lo consigo mesmo, por meio de Jesus (Gn 3.15).
Penso que não temos recebido porque temos pedido mal. Sempre foi propósito de Deus que estivéssemos impregnados com a sua vida. E estar impregnado da vida de Deus não é apenas ter incríveis experiências eventuais, mas é viver com Deus, é andar com Deus, é amar com o seu amor, mesmo em casa, depois do culto, ou no trabalho, longe dos “irmãos”. Ser avivado é desejar a sua presença, a ponte de independente de sentimentos, escolhermos buscá-lo toda tardinha, pela consciência de que não existe nada que nos faça mais vivos e vivificados que a sua presença, a sua comunhão... a única coisa que pode mudar o nosso pensar, o nosso agir, e consequentemente, toda a atmosfera espiritual ao nosso redor e ao redor de quem amamos, de modo a termos nós, nossas famílias, nossa nação, e as demais nações tocadas por nós, um presente e um futuro de vida, esperança e paz.
Tenho pensado um pouco sobre o significado de avivamento, nestes últimos dias. Cresci ouvindo falar sobre avivamento... campanhas de oração, congressos, etc., tudo com a finalidade de recebermos avivamento da parte de Deus! Geralmente a história sempre se repetiu... tínhamos eventos maravilhosos, muita gente chorava muito, e dançava no poder, era "batizada no Espírito Santo", muitas profecias eram dadas e recebidas, geralmente com a promessa de um novo tempo de Deus para aquela igreja local, ou cidade, para determinada família, etc. Porém, a grande verdade é que depois das festividades, a vida continuava exatamente como era antes delas. E assim seguíamos. Vivendo de evento a evento. Sempre na esperança de recebermos um avivamento que desceria milagrosa e repentinamente, transformando tudo como num passe de mágica.
Finney (1792-1875) foi um dos maiores avivalistas da história da Igreja. Sua vida e a frase acima citada parecem nos arremeter em uma direção diferente - embora não seja nada nova - de busca por avivamento. Faço coro com os que não acreditam que oração pode mudar o coração de Deus. Não! Definitivamente, não! Acreditar nisso é ver Deus a partir de quem nós somos. E Deus não é como o homem. Mas “oração e comunhão direta com Deus”, o que também inclui a meditação na sua Palavra, é o modo de mudar o nosso coração em relação ao coração de Deus.
“Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar um futuro e uma esperança. Então me invocareis, passareis a orar a mim, e eu vos ouvirei. Buscar-me-eis, e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração. Serei achado de vós, diz o Senhor, e farei mudar a vossa sorte;”. Jr 29.11-14a
Não é o coração de Deus que se desvia do bem. Não é o coração dele que precisa ser convencido à prática da misericórdia, do perdão, da humildade, do socorro aos necessitados, da fidelidade e do amor incondicional. Não! É o nosso coração! Mas essa mudança só acontece em nós quando recebemos essa injeção de vida, de caráter de Deus. A prescrição dessa injeção foi dada mesmo antes da queda do homem. Em Gênesis 2.9 é ressaltado a criação de todas as árvores agradáveis à vista e boas para alimento, além de outras duas, a árvore da vida, no meio do jardim, e a árvore do conhecimento do bem e do mal. Nos versículos 16 e 17 do mesmo capítulo é registrada a ordenança de que não se comesse da árvore do conhecimento do bem e mal, apenas dela. Sempre foi propósito de Deus que o homem fizesse uso do fruto da árvore da vida, e todos os dias, o Senhor, pessoalmente, descia pra servir o homem com este banquete: “E, ouvindo a voz do Senhor Deus, que passeava no jardim à tardinha, esconderam-se o homem e sua mulher da presença do Senhor Deus, entre as árvores do jardim. Gn 3.8”. O Senhor descia e vinha ter comunhão com o homem. Ele sempre fez questão de imprimir no homem os seus pensamentos e seu caráter. E mesmo quando o homem decidiu se esconder e se perder de Deus, ele manifestou sua disposição em se fazer homem, para reconciliá-lo consigo mesmo, por meio de Jesus (Gn 3.15).
Penso que não temos recebido porque temos pedido mal. Sempre foi propósito de Deus que estivéssemos impregnados com a sua vida. E estar impregnado da vida de Deus não é apenas ter incríveis experiências eventuais, mas é viver com Deus, é andar com Deus, é amar com o seu amor, mesmo em casa, depois do culto, ou no trabalho, longe dos “irmãos”. Ser avivado é desejar a sua presença, a ponte de independente de sentimentos, escolhermos buscá-lo toda tardinha, pela consciência de que não existe nada que nos faça mais vivos e vivificados que a sua presença, a sua comunhão... a única coisa que pode mudar o nosso pensar, o nosso agir, e consequentemente, toda a atmosfera espiritual ao nosso redor e ao redor de quem amamos, de modo a termos nós, nossas famílias, nossa nação, e as demais nações tocadas por nós, um presente e um futuro de vida, esperança e paz.
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Suscita, Senhor! Suscita em mim!
No trigésimo segundo ano do rei Artaxerxes, rei de Babilônia, após ter passado certo tempo com o rei, o profeta Neemias resolve voltar à Jerusalém, e mais uma vez se vê consumido pelo zelo da casa do Senhor. Os profetas não tinham reconhecimento oficial como os sacerdotes e levitas. Não eram herdeiros do ofício, por linhagem familiar. Eram marginais da religião. Surgiam sem que fossem esperados. Falavam sem que fossem convidados a isso, e ainda que não fossem ouvidos, inclusive, e/ou principalmente pelos levitas e sacerdotes do Senhor. Tal ministério sem título, sem reconhecimento, era legitimado apenas pela autoridade do vento que sopra onde quer, ainda que não se saiba de onde vem ou para onde vai. Com essa autoridade Neemias ordena a limpeza de todas as câmaras da casa do Senhor, e ele mesmo lança fora todos os móveis de Tobias, que ocupava uma dessas câmaras por consentimento do sumo sacerdote Eliasibe. Não é estranho que Tobias, um amonita, estivesse fazendo de moradia uma câmara da casa de Deus, exatamente onde se deveriam encontrar os utensílios consagrados para o serviço do Senhor, as ofertas de cereais e o incenso? Um filho de Belial ocupava a casa do Senhor, de modo que o serviço do Senhor viesse a cessar, as ofertas deixassem de ser entregues, e a fumaça do incenso não encontrasse mais a presença de Deus!
“Ou não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que habita em vós, o qual possuís da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos?” 1Co 6.19
“E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.” Rm 12.2
Definitivamente, não creio que seja outro tipo de jejum que o Senhor esteja esperando de nós, senão a abstinência de idéias, vícios, pensamentos, atitudes aparentemente insignificantes do nosso dia-a-dia, mas que escravizam nossos sentimentos e emoções à coisas fúteis e ilusórias, que freiam a nossa caminhada diária de relacionamento com Deus, de conhecimento dele, de conversa alimentada pela fome insaciável de tê-lo e conhecê-lo mais do que a qualquer outra coisa ou pessoa. São filhos ou filhas de asdonitas, amonitas e moabitas, vizinhos e camaradas nossos, que convidamos a sentarem nas nossas salas, sem percebermos que com eles estamos construindo convivência mais forte e intensa do que com aquele que é o legítimo dono das nossas casas, e verdadeiro apaixonado por nossas almas.
Meu Deus! Suscita em mim! Suscita em nós os marginalizados! Aqueles anônimos, sem rosto nem causa própria. Que descobrem a simplicidade do caminho da limpeza da casa, que somos nós mesmos. Que se lembrem, e soprem sobre outros a lembrança do serviço, das ofertas, do incenso, do relacionamento que tão desesperadamente buscamos em tantas coisas vãs, mas que somente em ti, apenas em ti encontraremos!
“Ou não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que habita em vós, o qual possuís da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos?” 1Co 6.19
“E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.” Rm 12.2
Definitivamente, não creio que seja outro tipo de jejum que o Senhor esteja esperando de nós, senão a abstinência de idéias, vícios, pensamentos, atitudes aparentemente insignificantes do nosso dia-a-dia, mas que escravizam nossos sentimentos e emoções à coisas fúteis e ilusórias, que freiam a nossa caminhada diária de relacionamento com Deus, de conhecimento dele, de conversa alimentada pela fome insaciável de tê-lo e conhecê-lo mais do que a qualquer outra coisa ou pessoa. São filhos ou filhas de asdonitas, amonitas e moabitas, vizinhos e camaradas nossos, que convidamos a sentarem nas nossas salas, sem percebermos que com eles estamos construindo convivência mais forte e intensa do que com aquele que é o legítimo dono das nossas casas, e verdadeiro apaixonado por nossas almas.
Meu Deus! Suscita em mim! Suscita em nós os marginalizados! Aqueles anônimos, sem rosto nem causa própria. Que descobrem a simplicidade do caminho da limpeza da casa, que somos nós mesmos. Que se lembrem, e soprem sobre outros a lembrança do serviço, das ofertas, do incenso, do relacionamento que tão desesperadamente buscamos em tantas coisas vãs, mas que somente em ti, apenas em ti encontraremos!
sexta-feira, 31 de julho de 2009
A Minha Casa
E foram para Jerusalém. E entrando ele no templo, passou a expulsar os que ali vendiam e compravam; derrubou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas. Não permitia que alguém conduzisse qualquer utensílio pelo templo; também os ensinava e dizia: Não está escrito: Minha casa será chamada casa de oração para todas as nações? Vós, porém, a tendes transformado em covil de salteadores. E os principais sacerdotes e escribas ouviam estas coisas e procuravam um modo de lhe tirar a vida; (...). Marcos 11: 15-18.
Não os nossos templos! Mas nós somos o que aquele templo representava. Somos morada do Senhor. Somos sua casa. O lugar onde Ele pode ser achado, mais facilmente. O templo onde escolheu morar, não para ser “objeto” de adoração, mas para ser nosso Deus, e Pai. Somos sua Igreja. Mas parece que a História teimosamente se repete. Pois continuamos transformando o que deveria ser uma casa de oração, um lugar de comunhão, de conhecimento de, e relacionamento com Deus, uma casa de socorro, de doação, de cura e de graça, em uma casa de barganhas, de comércio, infestada de ladrões e salteadores! É... Porque, dê o nome de quiserem dar... indulgências, bênçãos, prosperidade, oração forte, quebra disso, quebra daquilo... mas continuamos vendendo, tentando estipular o tamanho ou a quantidade de semente que cada cristão, suado, deve dar... Obviamente, não para socorrermos os órfãos e as viúvas, mas para ostentarmos a glória dos nossos templos, o crescimento de nossas “obras”. Para sustentarmos o peso das nossas instituições, que falam muito mais de nós mesmos do que de Deus! Que bradem as vozes, que ressoem as trombetas, que desçam os chicotes, ainda que se ponham as gargantas, ou a própria vida em risco... a minha casa, diz o Senhor, será chamada casa de oração para todas as nações.
Não os nossos templos! Mas nós somos o que aquele templo representava. Somos morada do Senhor. Somos sua casa. O lugar onde Ele pode ser achado, mais facilmente. O templo onde escolheu morar, não para ser “objeto” de adoração, mas para ser nosso Deus, e Pai. Somos sua Igreja. Mas parece que a História teimosamente se repete. Pois continuamos transformando o que deveria ser uma casa de oração, um lugar de comunhão, de conhecimento de, e relacionamento com Deus, uma casa de socorro, de doação, de cura e de graça, em uma casa de barganhas, de comércio, infestada de ladrões e salteadores! É... Porque, dê o nome de quiserem dar... indulgências, bênçãos, prosperidade, oração forte, quebra disso, quebra daquilo... mas continuamos vendendo, tentando estipular o tamanho ou a quantidade de semente que cada cristão, suado, deve dar... Obviamente, não para socorrermos os órfãos e as viúvas, mas para ostentarmos a glória dos nossos templos, o crescimento de nossas “obras”. Para sustentarmos o peso das nossas instituições, que falam muito mais de nós mesmos do que de Deus! Que bradem as vozes, que ressoem as trombetas, que desçam os chicotes, ainda que se ponham as gargantas, ou a própria vida em risco... a minha casa, diz o Senhor, será chamada casa de oração para todas as nações.
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Amar...
Ação
relacionaMento
doAção
pRontidão
Amar é mais do que sentir. Aliás, o sentimento é uma conseqüência natural do amor. Amar é ação. É verbo. É atitude. É movimento que principia não no objeto do amor, como uma reação, mas sempre no sujeito.
Amar é andar junto. É tocar. É deixar-se sentir tocado. É conhecer e deixar-se fazer conhecido. É não ajuntar-se, apenas, mas unir-se efetivamente, tendo, portanto, no outro, um igual.
Amar é doar. E doar não é dar como quem espera. Doar é graça. É dar de graça, sem esperar resposta, ou esperar que seja primeiro esperado.
Amar é mais do que escrever, falar, declamar... É estar por perto, ainda que estando longe, sempre que se precise. É mesmo antes disso... Viver de prontidão!
relacionaMento
doAção
pRontidão
Amar é mais do que sentir. Aliás, o sentimento é uma conseqüência natural do amor. Amar é ação. É verbo. É atitude. É movimento que principia não no objeto do amor, como uma reação, mas sempre no sujeito.
Amar é andar junto. É tocar. É deixar-se sentir tocado. É conhecer e deixar-se fazer conhecido. É não ajuntar-se, apenas, mas unir-se efetivamente, tendo, portanto, no outro, um igual.
Amar é doar. E doar não é dar como quem espera. Doar é graça. É dar de graça, sem esperar resposta, ou esperar que seja primeiro esperado.
Amar é mais do que escrever, falar, declamar... É estar por perto, ainda que estando longe, sempre que se precise. É mesmo antes disso... Viver de prontidão!
segunda-feira, 27 de julho de 2009
O poder da palavra
É inegável o fato de que devemos ser otimistas frente a todas as situações, não obstante, quão difíceis elas possam se apresentar. Mas me preocupa a ênfase data à confissão, pela simples confissão. Sem dúvida nossas palavras e atitudes devem estar em consonância com a fé que professamos. Mas será que não estamos sofrendo uma equivocada tendência de colocarmos o carro na frente dos bois? A Palavra de Deus nos ensina que tudo o que pedirmos ao Pai em nome de Jesus, nos será feito. Mas será que não estamos mais uma vez nos equivocando na compreensão deste ensinamento? Creio que pedir “em nome de Jesus” não é usar esta expressão como uma palavra mágica, ou coisa do gênero. Creio que pedir “em nome de Jesus” é pedir de acordo com a vontade de Jesus. Portanto, o ensino deve ser interpretado como: “Tudo o que você pedir ao Pai, sendo isso de acordo com a vontade e os princípios ensinados pelo Filho, te será concedido”. O Filho nos manifestou o Reino de Deus, que se fundamentou nele mesmo, sendo ele mesmo, a própria manifestação do Reino. Os súditos do Reino devem manifestar o caráter do Pai, como o fez o próprio Filho. Portanto, devem visar em todas as coisas, glorificar a Deus amando-o sobre todas as coisas e aos seus próximos como a si mesmos. Então, antes de qualquer palavra ou atitude, suas motivações devem ter como fundamento o bem comum. O bem de quem pede, e o bem do seu próximo. Esta é a vontade de Deus. Isso é o que Jesus fez. Entender o que ele fez e ensinou resulta em fazer o que ele fez e em viver o que ele ensinou. E isso é ter fé. A fé que deve anteceder toda palavra que se pretenda ter algum poder.
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Sei quem Ele é...
“Oh, como pesa o Teu braço sobre mim! A Tua mão está sobre mim o dia todo! Não lembras que sou apenas homem e que tu és Deus?” Lamentamos como Jeremias... Protestamos transtornados de sede por justiça, clamando contra o Altíssimo, como o “justo” Jó! “E mesmo quando oro e clamo por socorro, tu apagas as minhas orações! O que posso mais fazer? Já não tenho mais forças... Quem sabe, deixarei a vida me levar, se ainda me restar alguma! Já não tenho esperança no Senhor...”
Mas... Quem O conhece não O esquece jamais! Ainda que no último instante... quando de fato nenhuma força mais resta em nós, num lapso, um flash de honestidade nos alveja e confessamos: “Chega... não O convenço! Nem a mim, mesmo! Sei que a Sua bondade é eterna. Sei que não importa o quanto densas tenham sido as minhas trevas, Suas misericórdias se renovam a cada manhã. Eu O conheço. Sei que Ele é fiel. Ele entrou em aliança comigo! E Sua fidelidade não está condicionada à minha, mas a quem Ele é! Eu sei quem Ele é...! Colocarei meu rosto no pó... Reconhecerei que não posso mais culpá-lo por permitir que eu colha o que eu mesmo plantei. Porei minha confissão perante Ele, pois não me rejeitará para sempre... Suas misericórdias não tem fim. Nada é maior que Sua fidelidade. Sei quem Ele é...”.
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Nossa Maior Maldição!
O Éden era repleto de todas as espécies de árvores frutíferas que jamais se pode imaginar. Dentre elas, duas eram, cada uma a seu próprio modo, especiais. A árvore da Vida, da qual todo homem era convidado a comer. E a árvore do Conhecimento, à qual todo homem era alertado a evitar.
Ao invés da Vida de Deus, o homem preferiu o Conhecimento. A vida de Deus fala de dependência. O Conhecimento, por sua vez, fala de auto-suficiência. Era a oportunidade que o homem vislumbrava de dizer: “Eu sou bom, em mim mesmo. Posso andar com minhas próprias pernas. Sei como fazer. Sou insuperável! Conheço todo o bem e todo o mal. Sou como Deus! E se sou como Ele, não preciso dEle. Eu me basto!”
Mas essa não foi a escolha de um homem, ou uma mulher! Essa foi, como ainda tem sido, a escolha da humanidade!
A maior frustração humana é a de ter fracasso na sua empreitada de ser semelhante ao Altíssimo. “Uma ínfima partícula da Sua glória”, era o que ele desejava. E por mais que tivesse tentado, por meio de tanto esforço, estudo e até negociações e barganhas com Deus, o homem nunca conseguiu enxergá-la em si mesmo, embora a pudesse contemplar em seu próximo, quem, a seu ver, não era tão digno quanto ele mesmo o era.
A maldita síndrome de Lúcifer, acompanha a humanidade desde Adão, Caim, Jó, Mirian, José do Egito, Saul, Absalão, Jeremias, Amós, Jonas, Judas, até a mim, e a você, caro leitor. Enquanto trocamos a oportunidade de somar pela tentativa de usurpar os melhores lugares, a respeito do que nos alertou o Mestre dos mestres, ouviremos sempre a mais alta de todas as vozes nos lembrar: “A minha glória, a outro, não darei... embora sempre exaltarei, Eu mesmo, o meu poder, na fraqueza daqueles, de espírito quebrantado.”
Ao invés da Vida de Deus, o homem preferiu o Conhecimento. A vida de Deus fala de dependência. O Conhecimento, por sua vez, fala de auto-suficiência. Era a oportunidade que o homem vislumbrava de dizer: “Eu sou bom, em mim mesmo. Posso andar com minhas próprias pernas. Sei como fazer. Sou insuperável! Conheço todo o bem e todo o mal. Sou como Deus! E se sou como Ele, não preciso dEle. Eu me basto!”
Mas essa não foi a escolha de um homem, ou uma mulher! Essa foi, como ainda tem sido, a escolha da humanidade!
A maior frustração humana é a de ter fracasso na sua empreitada de ser semelhante ao Altíssimo. “Uma ínfima partícula da Sua glória”, era o que ele desejava. E por mais que tivesse tentado, por meio de tanto esforço, estudo e até negociações e barganhas com Deus, o homem nunca conseguiu enxergá-la em si mesmo, embora a pudesse contemplar em seu próximo, quem, a seu ver, não era tão digno quanto ele mesmo o era.
A maldita síndrome de Lúcifer, acompanha a humanidade desde Adão, Caim, Jó, Mirian, José do Egito, Saul, Absalão, Jeremias, Amós, Jonas, Judas, até a mim, e a você, caro leitor. Enquanto trocamos a oportunidade de somar pela tentativa de usurpar os melhores lugares, a respeito do que nos alertou o Mestre dos mestres, ouviremos sempre a mais alta de todas as vozes nos lembrar: “A minha glória, a outro, não darei... embora sempre exaltarei, Eu mesmo, o meu poder, na fraqueza daqueles, de espírito quebrantado.”
sábado, 21 de março de 2009
O que me resta?
Em Mateus 26, versos 1 a 16, nos é dado uma descrição bastante intrigante de três episódios da vida de Jesus. Primeiro os lideres religiosos judeus tramavam prendê-lo para matá-lo. Depois, estando Jesus na casa de um certo Simão, conhecido como “o leproso”, uma mulher rompendo formalidades socioculturais – e porque não religiosas! – surpreende a todos, inclusive aos discípulos, com um presente ao Senhor de 300 denários, o que correspondia a um ano de trabalho na época. Por último, nos surpreendemos com um outro presente, este, partindo de um dos Seus discípulos amados. De um dos que estiveram com Ele todo o tempo. Que literalmente, comeu do Seu prato! Este lhe deu o presente de traí-lo por 30 moedas de pratas!
Que ironia, não! Um dos que estavam com Ele, ouvindo, e supostamente aprendendo, há três anos, lhe deu as costas. E o mais triste, é que ele foi apenas o primeiro dos seus discípulos a fazê-lo... Mas um leproso, um impuro, um de quem nós seríamos (ou somos) ensinados a manter distância, o acolheu em sua casa! E uma mulher... sim, porque naquele contexto uma mulher não era muito. Por certo ela nem havia sido convidada, afinal, ela era apenas uma mulher! Mas uma mulher, que segundo palavras do próprio Jesus transcritas por Marcos, lhe “fez tudo o que pôde”!
O que me resta??? Bem, porque não apenas orar: “Senhor... que a cada dia eu escolha ser essa mulher, ou esse leproso! Que eu tenha a graça de entender no mais profundo do meu ser esta maravilhosa graça que me ama assim, como eu sou e estou! Graça que, quando transcende a minha capacidade de compreensão humana fazendo-se assimilada em meu espírito, impele o meu ser a entregar a ti tudo o que eu tenho e sou a cada dia... porque ela resulta na compreensão de que tudo, exatamente tudo o que tenho sonhado, planejado, vivido, tudo o que fui e o que tive, tudo que vivi e o que viverei, tudo o que terei, mesmo aquilo tudo que está infinitamente mais além do que já pedi ou pensei... tudo, vem de ti, é por ti, e para ti”!
Que ironia, não! Um dos que estavam com Ele, ouvindo, e supostamente aprendendo, há três anos, lhe deu as costas. E o mais triste, é que ele foi apenas o primeiro dos seus discípulos a fazê-lo... Mas um leproso, um impuro, um de quem nós seríamos (ou somos) ensinados a manter distância, o acolheu em sua casa! E uma mulher... sim, porque naquele contexto uma mulher não era muito. Por certo ela nem havia sido convidada, afinal, ela era apenas uma mulher! Mas uma mulher, que segundo palavras do próprio Jesus transcritas por Marcos, lhe “fez tudo o que pôde”!
O que me resta??? Bem, porque não apenas orar: “Senhor... que a cada dia eu escolha ser essa mulher, ou esse leproso! Que eu tenha a graça de entender no mais profundo do meu ser esta maravilhosa graça que me ama assim, como eu sou e estou! Graça que, quando transcende a minha capacidade de compreensão humana fazendo-se assimilada em meu espírito, impele o meu ser a entregar a ti tudo o que eu tenho e sou a cada dia... porque ela resulta na compreensão de que tudo, exatamente tudo o que tenho sonhado, planejado, vivido, tudo o que fui e o que tive, tudo que vivi e o que viverei, tudo o que terei, mesmo aquilo tudo que está infinitamente mais além do que já pedi ou pensei... tudo, vem de ti, é por ti, e para ti”!
quarta-feira, 18 de março de 2009
Pensando o Reino...
O Reino de Deus não tem limite de espaço geográfico ou temporal. Ele não está estabelecido sobre a Igreja, apenas. A Igreja é parte do Reino, ela é formada pelos de terra boa, pelos que são trigo, e tem a responsabilidade de influenciar, vivendo os princípios eternos, bem como, proclamando-os. Mas o Reino também se estende sobre os que não são. Na verdade, o Reino é uma realidade sobre tudo e todos. Sobre os bons e os maus. Sobre os justos e os injustos. Sua misericórdia perdura, até o grande dia, quando a palavra proclamada por Jesus, em quem se estabelece o Reino, será cumprida definitivamente, consumando-se plenamente a justiça sobre os justos justificados, e o juízo sobre os injustos.
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