“Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas, e apedrejas os que a ti são enviados! Quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como galinha ajunta a sua ninhada debaixo das asas, e não quiseste!” Lc 13.34
No primeiro capítulo do seu evangelho, o apóstolo João fala que o verbo se fez carne. A Palavra eterna, por meio de quem tudo que foi feito se fez se tornou carne, homem, e habitou entre nós. No capitulo 2º, verso 52, Lucas registra que Jesus crescia em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens. Deus, que se fez homem, não fez de conta que era homem, mas de fato, se tornou homem, e se submeteu a todos os processos de desenvolvimento cognitivo, crescimento físico, e até em termos de conhecimento de Deus, de sua graça, e de como ela se traduz na relação de si mesmo com os homens. Tiago afirma que Deus mesmo não tenta ninguém, e não pode ser tentado pelo mal. Mas o escritor aos Hebreus no capítulo 4º, verso 15, nos assegura que em todas as coisas, o grande sumo sacerdote Jesus, o verbo-carne, foi tentado, como nós, mas sem pecado. Jesus era, sempre foi, e sempre será Deus. Mas se fez homem. E como homem viveu. Mas viveu com a consciência de quem ele era. E isso ficou claro no seu choro por Jerusalém. Talvez esse seja o diferencial de que precisamos. A consciência de quem nós somos.
Na oração modelo, em Mateus nove, Jesus ensina a submissão à vontade do Pai pela expressão: “venha o teu reino, faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu”. Esse é um entendimento que precisa ser impresso em nossa mente e coração, para a compreensão do nosso papel em vida. “Venha o teu reino, Senhor. Manifesta-o a nós. Faz-nos compreender os seus princípios. De modo que a tua vontade, na terra, seja cumprida por meio de nós, em todas as áreas de nossas vidas, assim como ela é cumprida no céu”. Ou seja, somos servos do reino, em vida. Esse é o nosso papel primordial.
“Mas todas as coisas provêm de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Cristo, e nos confiou o ministério da reconciliação; pois que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões; e nos encarregou da palavra da reconciliação”. 2Co 5.18-19
Somos servos do reino. Fomos incumbidos de levar/viver a palavra da reconciliação do mundo com Deus, porque ele amou o mundo! Ele amou o amigo infiel e traidor, o filho rebelde, o pai bêbado, a mãe negligente, o professor desalmado e descompromissado, o patrão opressor, o político ladrão, a polícia corrupta, o assassino, o estuprador... Deus amou o mundo! E por meio de Cristo, nos tornou instrumentos desse amor, à serviço do seu reino, para a reconciliação do mundo consigo mesmo, onde quer que estejamos, por meio do que estivermos fazendo, porque como muito bem colocou Arno Vorpagel Scheunemann, “palavra será Palavra se deixar de sê-lo, para ser vida (com rosto e coração)”.
domingo, 29 de novembro de 2009
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Ponto de Cultura
Ontem à noite fui ao Itaú Cultural, na Paulista, para o lançamento do livro Ponto de Cultura: O Brasil de Baixo para Cima, de Célio Turino, secretário de Cidadania Cultural do Ministério da Cultura (MinC). Célio, como ele mesmo se apresente no livro, é brasileiro, porque gosta “de não ter uma cara definida, os mil povos em um”; é radical, porque procura “desvelar o Brasil e assumir o risco de preparar o solo para acomodar outros tipos de raízes, que façam brotar um país como nunca se viu”; é utópico, porque sonha “com uma sociedade superior e sem que isso pressuponha modelos ou medidas pré-concebidas”; e comunista, porque procura “o Bem Comum e a partilha”. O evento contou com a presença de músicos amigos e duas companhias de Maracatu. Mas a atração principal mesmo, foi a fala do próprio Célio e sua emocionada leitura de alguns pontos do livro. Foi apaixonante ver sua paixão por gente, sua emoção em citar mazelas por ele vistas Brasil a fora, e sobre tudo, sua alegria e fascínio em comentar alguns pontos de cultura que se traduzem como agencias de transformação, tirando crianças e jovens das drogas, da violência, e gente de bem da fome e da falta de dignidade enquanto gente. Eu sou evangélico, e minha visão a respeito de missões vai além da busca pela “alma” do homem, sem considerar sua cultura, seu meio, suas necessidades físicas, mas também não se restringe à Teologia da Libertação, a visão católica de transformação do homem apenas por meio de transformação social. Missão Integral é a nossa proposta. É a proposta de transformação do homem integral, por meio da vivencia do evangelho integral, uma vez que quando se tenta vivê-lo parcialmente, não é o evangelho que se vive, de fato. Gosto da frase do Ariovaldo Ramos, quando ele diz: "A obra d'agente é o resultado daquilo que agente crê." O Célio tem mostrado no que ele crê, e quem obtiver o seu livro vai poder conferir. Veja este trecho do livro:
“Depois de detalhar o programa Cultura Viva, fiz alguns desenhos, mostrando a interseção de um Ponto com outro. Ele logo disse: “Você estudou tanto para chegar ao desenho do peixe”. “Peixe?”, perguntei. “Sim, o símbolo dos primeiros cristãos, a parte de um círculo cruzando outro”. De fato, tava tudo ali, na minha frente, e eu não havia percebido. A religião dos escravos e do bem comum unira gente com o mesmo objetivo, um ponto completando outro, o se compadecer pelo semelhante, a compaixão, o repartir o pão e a comunhão entre iguais.”
Bem, isso tudo me faz tornar a questionar a mim mesmo, não o evangelho, mas no que eu tenho crido! No que nós temos crido? No que a Igreja tem crido? Quais têm sido as nossas obras? Tiago disse que a fé sem obras é morta, não existe, de fato. É um delírio fanático, ou qualquer outra coisa, mas não é fé! Eu escolhi engolir o meu orgulho cristão, e procurar aprender alguma coisa, para o exercício da fé, com o Célio Turino, porque pra mim, no exercício da sua fé, ele me faz lembrar Cristo, o autor e consumador da minha fé.
Já está na coluna Frases Relevantes, mas nunca é demais repetir:
"Santidade só é santidade quando nos compele ao outro.”
Elias Binja
“Depois de detalhar o programa Cultura Viva, fiz alguns desenhos, mostrando a interseção de um Ponto com outro. Ele logo disse: “Você estudou tanto para chegar ao desenho do peixe”. “Peixe?”, perguntei. “Sim, o símbolo dos primeiros cristãos, a parte de um círculo cruzando outro”. De fato, tava tudo ali, na minha frente, e eu não havia percebido. A religião dos escravos e do bem comum unira gente com o mesmo objetivo, um ponto completando outro, o se compadecer pelo semelhante, a compaixão, o repartir o pão e a comunhão entre iguais.”
Bem, isso tudo me faz tornar a questionar a mim mesmo, não o evangelho, mas no que eu tenho crido! No que nós temos crido? No que a Igreja tem crido? Quais têm sido as nossas obras? Tiago disse que a fé sem obras é morta, não existe, de fato. É um delírio fanático, ou qualquer outra coisa, mas não é fé! Eu escolhi engolir o meu orgulho cristão, e procurar aprender alguma coisa, para o exercício da fé, com o Célio Turino, porque pra mim, no exercício da sua fé, ele me faz lembrar Cristo, o autor e consumador da minha fé.
Já está na coluna Frases Relevantes, mas nunca é demais repetir:
"Santidade só é santidade quando nos compele ao outro.”
Elias Binja
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Nova Lei Nacional de Adoção – Um fator Melquisedeque
Entra hoje em vigor a Nova Lei Nacional de Adoção. Seu principal objetivo é viabilizar uma aceleração ao processo de adoção ou reintegração da criança ou do adolescente à sua família de origem, de modo que eles não permaneçam mais de dois anos em abrigos de acolhimento institucional.
A Nova Lei enfatiza a responsabilidade dos órgãos públicos no cumprimento de seus deveres quanto ao direito de toda criança e adolescente à convivência familiar. Ficou determinado, por exemplo, que o Poder Judiciário deverá reavaliar o caso de cada criança ou adolescente em abrigos, a cada seis meses, sempre com o propósito de reintegrá-los às suas famílias de origem, ou encaminhá-los a famílias substitutas ou a programas de acolhimento familiar, no caso da primeira alternativa ser completamente inviável. Uma perspectiva de valorização da família pode ser bem observada no esforço da Lei em priorizar a reintegração da criança e do adolescente à sua família de origem, antes de qualquer outra possibilidade. Inclusive, os casos de encaminhamento de crianças e adolescentes a programas de acolhimento institucional por parte de sua própria família por questões de falta de condições financeira não será mais tolerado pelos órgãos públicos, antes, as crianças que já estiverem em abrigos serão reintegradas às suas famílias, que será imediatamente inserida em programas e serviços de apoio e promoção social. Nos casos em que a adoção for a melhor alternativa, o Poder Judiciário, junto com outros órgãos públicos, deverão oferecer às pessoas e casais interessados em adotar, uma preparação psicossocial, através de cursos ou programas de orientação, com propósito de estimular a adoção de crianças maiores de três anos e adolescentes, grupos de irmãos ou pessoas com deficiência, e de evitar a ocorrência de violação de direitos e abandono de crianças e adolescentes adotados por seus pais adotivos, como em um recente caso na cidade de Uberlândia, em Minas Gerais, que o ministério público condenou um casal ao pagamento de uma indenização por danos morais, a uma menina de oito anos de idade, correspondente a 100 salários mínimos e ao pagamento de pensão alimentícia até que ela complete a idade de 24 anos, por ter sido abandonada por eles, após um ano de adoção. No Brasil, os pais adotivos têm as mesmas responsabilidades e obrigações, em relação aos seus filhos adotivos, que têm os pais biológicos. E isso nos lembra alguma coisa?
“Pois vocês não receberam um espírito que os escravize para novamente temerem, mas receberam o Espírito que os adota como filhos, por meio do qual clamamos: Aba, Pai. O próprio Espírito testemunha ao nosso espírito que somos filhos de Deus. Se somos filhos, então somos herdeiros; herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo, se de fato participamos dos seus sofrimentos, para que também participemos da sua glória”. Rm 8.15-17
“Mas, quando chegou a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido debaixo da Lei, a fim de redimir os que estavam sob a Lei, para que recebêssemos a adoção de filhos. E, porque vocês são filhos, Deus enviou o Espírito de seu Filho ao coração de vocês, e ele clama: “Aba, Pai”. Assim, você já não é mais escravo, mas filho; e, por ser filho, Deus também o tornou herdeiro”. Gl 4.4-7
“Porque Deus nos escolheu nele (Cristo) antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis em sua presença. Em amor nos predestinou para sermos adotados como filhos, por meio de Jesus Cristo, conforme o bom propósito da sua vontade, para louvor da sua gloriosa graça, a qual nos deu gratuitamente no Amado”. Ef 1.4-6
Com certeza, os esforços pela unidade familiar e principalmente pela adoção responsável, são traços de Deus em nossa sociedade. Tiago diz que “Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, que não muda como sombras inconstantes.” (Tg 1.17).
Além da adoção em si, as suas características mais preponderantes, como a voluntariedade por parte do adotante, sua total responsabilidade quanto ao filho adotado e a vitaliciedade do ato, que estão bem impressas na Nova Lei Nacional de Adoção, manifestam a maravilhosa graça do Soberano Senhor em nossa cultura e Legislação.
“Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora. Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia.” Jo 6.37; 44
“Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão. O meu Pai, que me deu, é maior do que tudo; e da mão do Pai ninguém pode arrebatar. Eu e o Pai somos um.” Jo10.28-30
Aleluia! O Senhor reina sobre as nações.
A Deus seja toda a glória!
A Nova Lei enfatiza a responsabilidade dos órgãos públicos no cumprimento de seus deveres quanto ao direito de toda criança e adolescente à convivência familiar. Ficou determinado, por exemplo, que o Poder Judiciário deverá reavaliar o caso de cada criança ou adolescente em abrigos, a cada seis meses, sempre com o propósito de reintegrá-los às suas famílias de origem, ou encaminhá-los a famílias substitutas ou a programas de acolhimento familiar, no caso da primeira alternativa ser completamente inviável. Uma perspectiva de valorização da família pode ser bem observada no esforço da Lei em priorizar a reintegração da criança e do adolescente à sua família de origem, antes de qualquer outra possibilidade. Inclusive, os casos de encaminhamento de crianças e adolescentes a programas de acolhimento institucional por parte de sua própria família por questões de falta de condições financeira não será mais tolerado pelos órgãos públicos, antes, as crianças que já estiverem em abrigos serão reintegradas às suas famílias, que será imediatamente inserida em programas e serviços de apoio e promoção social. Nos casos em que a adoção for a melhor alternativa, o Poder Judiciário, junto com outros órgãos públicos, deverão oferecer às pessoas e casais interessados em adotar, uma preparação psicossocial, através de cursos ou programas de orientação, com propósito de estimular a adoção de crianças maiores de três anos e adolescentes, grupos de irmãos ou pessoas com deficiência, e de evitar a ocorrência de violação de direitos e abandono de crianças e adolescentes adotados por seus pais adotivos, como em um recente caso na cidade de Uberlândia, em Minas Gerais, que o ministério público condenou um casal ao pagamento de uma indenização por danos morais, a uma menina de oito anos de idade, correspondente a 100 salários mínimos e ao pagamento de pensão alimentícia até que ela complete a idade de 24 anos, por ter sido abandonada por eles, após um ano de adoção. No Brasil, os pais adotivos têm as mesmas responsabilidades e obrigações, em relação aos seus filhos adotivos, que têm os pais biológicos. E isso nos lembra alguma coisa?
“Pois vocês não receberam um espírito que os escravize para novamente temerem, mas receberam o Espírito que os adota como filhos, por meio do qual clamamos: Aba, Pai. O próprio Espírito testemunha ao nosso espírito que somos filhos de Deus. Se somos filhos, então somos herdeiros; herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo, se de fato participamos dos seus sofrimentos, para que também participemos da sua glória”. Rm 8.15-17
“Mas, quando chegou a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido debaixo da Lei, a fim de redimir os que estavam sob a Lei, para que recebêssemos a adoção de filhos. E, porque vocês são filhos, Deus enviou o Espírito de seu Filho ao coração de vocês, e ele clama: “Aba, Pai”. Assim, você já não é mais escravo, mas filho; e, por ser filho, Deus também o tornou herdeiro”. Gl 4.4-7
“Porque Deus nos escolheu nele (Cristo) antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis em sua presença. Em amor nos predestinou para sermos adotados como filhos, por meio de Jesus Cristo, conforme o bom propósito da sua vontade, para louvor da sua gloriosa graça, a qual nos deu gratuitamente no Amado”. Ef 1.4-6
Com certeza, os esforços pela unidade familiar e principalmente pela adoção responsável, são traços de Deus em nossa sociedade. Tiago diz que “Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, que não muda como sombras inconstantes.” (Tg 1.17).
Além da adoção em si, as suas características mais preponderantes, como a voluntariedade por parte do adotante, sua total responsabilidade quanto ao filho adotado e a vitaliciedade do ato, que estão bem impressas na Nova Lei Nacional de Adoção, manifestam a maravilhosa graça do Soberano Senhor em nossa cultura e Legislação.
“Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora. Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia.” Jo 6.37; 44
“Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão. O meu Pai, que me deu, é maior do que tudo; e da mão do Pai ninguém pode arrebatar. Eu e o Pai somos um.” Jo10.28-30
Aleluia! O Senhor reina sobre as nações.
A Deus seja toda a glória!
domingo, 1 de novembro de 2009
Mais que uma aceitação, uma conversão!
“E Jesus, passando adiante dali, viu assentado na recebedoria um homem, chamado Mateus, e disse-lhe: Segue-me. E ele, levantando-se, o seguiu. E aconteceu que, estando ele em casa sentado à mesa, chegaram muitos publicanos e pecadores, e sentaram-se juntamente com Jesus e seus discípulos. E os fariseus, vendo isto, disseram aos seus discípulos: Por que come o vosso Mestre com os publicanos e pecadores? Jesus, porém, ouvindo, disse-lhes: Não necessitam de médico os sãos, mas, sim, os doentes. Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifício. Porque eu não vim a chamar os justos, mas os pecadores, ao arrependimento.” Mateus 9.9-13
Vivemos em tantas correrias, com tantas atividades que nos sugam tanto, as energias e o tempo, que mal conseguimos pensar em outras coisas que não as nossas próprias, os nossos compromissos, os nossos cursos, estudos, namoros, casamentos, negócios, nossas carreiras, etc. A verdade, é que estamos cada vez mais egocêntricos. Cada vez mais nos sentindo obrigados a nos concentrarmos em nós mesmos, e consequentemente, menos no próximo, ou em Deus, ou seja lá no que for. Mesmo nós, os chamados “cristinhos, ou pequenos cristos”, já que é essa a melhor idéia de definição do termo cristão! As nossas igrejas estão cada vez mais cheias. As nossas reuniões, cada vez mais configuradas por atrativos repletos de informação, inovação, distração e recursos motivacionais. É muito comum ver e ouvir pessoas dizendo o quanto gostam de ir “àquela igreja”, no final de semana, porque elas conseguem obter uma “recarga em suas pilhas” para enfrentar mais uma semana com mais correria, compromissos, cursos, negócios, transito... e a vida passa a encontrar seu sentido de ser, apenas nisso, na correria tresloucada, partindo sempre de uma insatisfação profunda para outra mais profunda ainda. E nós, mesmo nós, os “pequenos cristos”, estamos cada vez mais egocêntricos e indiferentes, cada vez mais descompromissados, cada vez aceitando mais, a idéia de uma vida religiosa – pelo menos nos finais de semana – em lugar de uma vida de seguidor-imitador do Cristo de Deus.
Mateus, o personagem do texto acima, era como a maioria de nós. Um trabalhador dedicado. Tão dedicado, que era até desprezado pelos seus, por sua tamanha dedicação. Ele trabalhava como coletor de impostos dos judeus, para Roma, embora fosse ele também um judeu. Mateus era o que se chamava de publicano, termo usado para um judeu funcionário do Império Romano, que era um governo estranho, autoritário, um invasor. Mateus era um traidor do seu próprio povo. Era um Judas, por assim dizer. Era cúmplice de Roma, na cobrança de altíssimos impostos do seu próprio povo, sendo que, de parte desses impostos ele se beneficiava, passando uma boa parcela do montante a ele pertencer. Como publicano, ele era renegado pelos seus. Era um indesejado. E Mateus tinha tanta consciência disso, que passou a ser chamado de Mateus, que é um nome grego que usava no lugar do seu verdadeiro nome, Levi, um nome judeu (Mc 2.14; Lc 5.27-28). Levi havia perdido sua identidade. Sua parte agora era com os pecadores. Aqueles... os considerados impuros, os gentios, os ladrões, as prostitutas, etc. Levi agora era um Mateus da vida!
Mas um dia Mateus encontrou, ou melhor, foi encontrado por Jesus, e nunca mais foi o mesmo! O texto sagrado diz que Mateus estava sentado na coletoria de impostos, quando Jesus, passando, o viu e o chamou, e ele, imediatamente, deixou tudo, como frisou Lucas, no verso vigésimo oitavo do quinto capítulo, e o seguiu. Eis a primeira prova da conversão de Mateus. Só alguém que tem uma experiência transcendente consegue fazer esse juízo de valor a respeito de si mesmo, da sua vida, e do novo pelo qual se viu alvejado. Eu creio que Mateus já era um sedento. Ele sabia que algo lhe faltava. Ele tinha dinheiro, mas isso não bastava. Ele nunca fora convidado por um rabino, antes! Ora, ele era um publicano! Ele não era nem visto! Mas naquele “Happy Day”, passando Jesus, o viu, e o convidou dizendo “segui-me”, e ele prontamente o fez.
A continuação do texto me impressiona ainda mais. Mateus não apenas assumiu, a custo de tudo, o compromisso de seguir a Jesus, como também se desprendeu de todo egoísmo no qual estava atolado. O povo vivia sob o pesado jugo de Roma, pagando exorbitantes impostos, e Mateus viabilizada essa injustiça com o seu trabalho, porque nada mais lhe importava, senão o seu próprio bem-estar, seu lucro, o seu enriquecimento, fosse ele justo ou injusto. Mas quando Mateus ouviu a voz do Mestre, o seu interior sofreu uma revolução. Ele não apenas aceitou ir com o Mestre, mas também se converteu aos seus ensinos e coração. Mateus aprendeu a compartilhar. E a sua primeira iniciativa registrada foi a de oferecer o que Lucas chamou de “um grande banquete” (Lc 5.29) em sua casa. Ele não poderia conter aquilo só para ele! Ele desejou compartilhar com todos os outros pecadores! Todos! A sua família, os outros inúmeros publicanos e impuros... Todos deveriam ter a chance de ouvir o que ele havia ouvido... De experimentar tão transformadora verdade. E enquanto os fariseus, que eram zelosos da religião judaica, continuavam julgando, questionando Jesus por assentar-se com os publicanos e pescadores, estes, estavam se permitindo ser transformados, e exatamente porque reconheciam quem eles mesmos eram.
Este é o nosso primeiro desafio. Reconhecer que não passamos de pessoas adoecidas pelo pecado do egoísmo, do amor à religião conveniente, da indiferença para com Deus e, por conseguinte, para com o próximo. É crucial que ouçamos a voz do Senhor nos chamando a segui-lo. Que entendamos que segui-lo implica em deixar tudo que nos embaraça a esta vida. Segui-lo implica não em querer que ele ande conosco, mas em andar com ele. Segui-lo é amar. E amar é servir, das mais variadas formas possíveis, inclusive, compartilhando com os outros, da maravilhosa voz que nos diz a todos: “Segue-me”.
Vivemos em tantas correrias, com tantas atividades que nos sugam tanto, as energias e o tempo, que mal conseguimos pensar em outras coisas que não as nossas próprias, os nossos compromissos, os nossos cursos, estudos, namoros, casamentos, negócios, nossas carreiras, etc. A verdade, é que estamos cada vez mais egocêntricos. Cada vez mais nos sentindo obrigados a nos concentrarmos em nós mesmos, e consequentemente, menos no próximo, ou em Deus, ou seja lá no que for. Mesmo nós, os chamados “cristinhos, ou pequenos cristos”, já que é essa a melhor idéia de definição do termo cristão! As nossas igrejas estão cada vez mais cheias. As nossas reuniões, cada vez mais configuradas por atrativos repletos de informação, inovação, distração e recursos motivacionais. É muito comum ver e ouvir pessoas dizendo o quanto gostam de ir “àquela igreja”, no final de semana, porque elas conseguem obter uma “recarga em suas pilhas” para enfrentar mais uma semana com mais correria, compromissos, cursos, negócios, transito... e a vida passa a encontrar seu sentido de ser, apenas nisso, na correria tresloucada, partindo sempre de uma insatisfação profunda para outra mais profunda ainda. E nós, mesmo nós, os “pequenos cristos”, estamos cada vez mais egocêntricos e indiferentes, cada vez mais descompromissados, cada vez aceitando mais, a idéia de uma vida religiosa – pelo menos nos finais de semana – em lugar de uma vida de seguidor-imitador do Cristo de Deus.
Mateus, o personagem do texto acima, era como a maioria de nós. Um trabalhador dedicado. Tão dedicado, que era até desprezado pelos seus, por sua tamanha dedicação. Ele trabalhava como coletor de impostos dos judeus, para Roma, embora fosse ele também um judeu. Mateus era o que se chamava de publicano, termo usado para um judeu funcionário do Império Romano, que era um governo estranho, autoritário, um invasor. Mateus era um traidor do seu próprio povo. Era um Judas, por assim dizer. Era cúmplice de Roma, na cobrança de altíssimos impostos do seu próprio povo, sendo que, de parte desses impostos ele se beneficiava, passando uma boa parcela do montante a ele pertencer. Como publicano, ele era renegado pelos seus. Era um indesejado. E Mateus tinha tanta consciência disso, que passou a ser chamado de Mateus, que é um nome grego que usava no lugar do seu verdadeiro nome, Levi, um nome judeu (Mc 2.14; Lc 5.27-28). Levi havia perdido sua identidade. Sua parte agora era com os pecadores. Aqueles... os considerados impuros, os gentios, os ladrões, as prostitutas, etc. Levi agora era um Mateus da vida!
Mas um dia Mateus encontrou, ou melhor, foi encontrado por Jesus, e nunca mais foi o mesmo! O texto sagrado diz que Mateus estava sentado na coletoria de impostos, quando Jesus, passando, o viu e o chamou, e ele, imediatamente, deixou tudo, como frisou Lucas, no verso vigésimo oitavo do quinto capítulo, e o seguiu. Eis a primeira prova da conversão de Mateus. Só alguém que tem uma experiência transcendente consegue fazer esse juízo de valor a respeito de si mesmo, da sua vida, e do novo pelo qual se viu alvejado. Eu creio que Mateus já era um sedento. Ele sabia que algo lhe faltava. Ele tinha dinheiro, mas isso não bastava. Ele nunca fora convidado por um rabino, antes! Ora, ele era um publicano! Ele não era nem visto! Mas naquele “Happy Day”, passando Jesus, o viu, e o convidou dizendo “segui-me”, e ele prontamente o fez.
A continuação do texto me impressiona ainda mais. Mateus não apenas assumiu, a custo de tudo, o compromisso de seguir a Jesus, como também se desprendeu de todo egoísmo no qual estava atolado. O povo vivia sob o pesado jugo de Roma, pagando exorbitantes impostos, e Mateus viabilizada essa injustiça com o seu trabalho, porque nada mais lhe importava, senão o seu próprio bem-estar, seu lucro, o seu enriquecimento, fosse ele justo ou injusto. Mas quando Mateus ouviu a voz do Mestre, o seu interior sofreu uma revolução. Ele não apenas aceitou ir com o Mestre, mas também se converteu aos seus ensinos e coração. Mateus aprendeu a compartilhar. E a sua primeira iniciativa registrada foi a de oferecer o que Lucas chamou de “um grande banquete” (Lc 5.29) em sua casa. Ele não poderia conter aquilo só para ele! Ele desejou compartilhar com todos os outros pecadores! Todos! A sua família, os outros inúmeros publicanos e impuros... Todos deveriam ter a chance de ouvir o que ele havia ouvido... De experimentar tão transformadora verdade. E enquanto os fariseus, que eram zelosos da religião judaica, continuavam julgando, questionando Jesus por assentar-se com os publicanos e pescadores, estes, estavam se permitindo ser transformados, e exatamente porque reconheciam quem eles mesmos eram.
Este é o nosso primeiro desafio. Reconhecer que não passamos de pessoas adoecidas pelo pecado do egoísmo, do amor à religião conveniente, da indiferença para com Deus e, por conseguinte, para com o próximo. É crucial que ouçamos a voz do Senhor nos chamando a segui-lo. Que entendamos que segui-lo implica em deixar tudo que nos embaraça a esta vida. Segui-lo implica não em querer que ele ande conosco, mas em andar com ele. Segui-lo é amar. E amar é servir, das mais variadas formas possíveis, inclusive, compartilhando com os outros, da maravilhosa voz que nos diz a todos: “Segue-me”.
sábado, 24 de outubro de 2009
Sobrenatural
Enquanto desciam do monte, Jesus lhes ordenou que não contassem a ninguém o que tinham visto, até que o Filho do homem tivesse ressuscitado dos mortos. Eles guardaram o assunto apenas entre si, discutindo o que significaria "ressuscitar dos mortos". E lhe perguntaram: "Por que os mestres da lei dizem que é necessário que Elias venha primeiro?" Mc 9.9-11
Certa ocasião três discípulos mais chegados são convidados a uma partícula maior de intimidade com o mestre. Eles chegam aonde outros não chegaram. Vêem o que outros não viram. Talvez o mestre quisesse que esses seus companheiros tivessem o privilégio de trabalhar com maior afinco e propriedade, uma vez conhecendo aspectos mais significativos de sua pessoa e de sua causa. Ou talvez isso refletisse ainda sua necessidade em compartilhar, em andar mais junto de pelo menos alguns dos que juntos dele estavam. Os três amigos, no entanto, de tão surpreendidos por alguns aspectos desta intimidade, desviam sua visão do alvo inicial, ao invés de aprimorá-la! Os supostos mistérios os maravilham ao ponto de se fazerem confusos quanto ao elementar.
Este é o estado de Pedro, Tiago e João, ao desceram do monte, depois de presenciarem a transfiguração de Jesus. Daí surge a questão: “Por que dizem os escribas ser necessário que Elias venha primeiro?” Por que essa necessidade de arrumar a casa? Por que essa necessidade de desenvolvimento de consciência? Por que tanta teologia? Tanta falação? Apenas exponha o povo a essas experiências! Levem-nos a ver o que vimos... A experimentar o que experimentamos... Faça o povo sentir!!!
Porém, pessoas não vivem apenas de emoção, palavras de animo e motivação. Não é que as experiências, a emoção, etc., não tenham sua importância. Claro que tem! Mas elas só são ferramentas num processo de construção de uma consciência de vida cristã. Nos momentos mais contraditórios da vida, as palavras tipo auto-ajuda se queimarão como palha! Nós precisamos de conteúdo. Nossas experiências precisam ser confrontadas com a Palavra de Deus. Esta precisa guiar-nos no julgamento e compreensão daquelas.
Jesus já sabia do que lhe ia acontecer, mas no evangelho de Lucas, ao ser descrito o episódio da transfiguração, o escritor ressalta que Moisés e Elias falavam com ele sobre a sua partida, que aconteceria dali a poucos dias. Me parece que essa é a razão para as experiências, especialmente as de cunho sobrenatural. É enfatizar a compreensão da revelação já existente. O que havia de ser revelado, já foi! Ninguém recebe novas revelações. Antes, os nossos olhos se abrem, a nossa compreensão é expandida, quanto ao entendimento de certos aspectos da revelação, até então, despercebidos por nós! E as nossas experiências são como elementos desse laboratório relacional. Elas não são o fim, nem podem ser nossa força motora.
Àqueles três discípulos, competiu-lhes apenas compartilhar, depois da ressurreição, sobre tudo o que haviam visto e aprendido, com a finalidade de desenvolvimento e fortalecimento da fé dos outros discípulos, a respeito de quem era Jesus, e de como a lei e os profetas, de fato, testemunhavam dele.
Lamentavelmente a nossa vida anda tão vazia de conteúdo – e não por culpa de Deus, é claro! – que temos nos tornado cada vez mais místicos, emocionais, e dependentes de supostas “novas revelações”! Muitos dos que estão entre nós, estão apenas porque amam esses ventos estranhos e suas mirabolantes promessas de curas e prosperidade... Outros, no entanto, são vítimas, enquanto roubadas em suas consciências, mas também culpadas por não exercerem o sacerdócio sobre suas próprias vidas, como filhos de Deus e templo do Espírito Santo, que são.
Bem, a todos nós fica o direcionamento do escritor aos hebreus, no verso nono do capítulo 13:
"Não vos deixeis levar em redor por doutrinas várias e estranhas, porque bom é que o coração se fortifique com graça, e não com alimentos que de nada aproveitaram aos que a eles se entregaram."
Certa ocasião três discípulos mais chegados são convidados a uma partícula maior de intimidade com o mestre. Eles chegam aonde outros não chegaram. Vêem o que outros não viram. Talvez o mestre quisesse que esses seus companheiros tivessem o privilégio de trabalhar com maior afinco e propriedade, uma vez conhecendo aspectos mais significativos de sua pessoa e de sua causa. Ou talvez isso refletisse ainda sua necessidade em compartilhar, em andar mais junto de pelo menos alguns dos que juntos dele estavam. Os três amigos, no entanto, de tão surpreendidos por alguns aspectos desta intimidade, desviam sua visão do alvo inicial, ao invés de aprimorá-la! Os supostos mistérios os maravilham ao ponto de se fazerem confusos quanto ao elementar.
Este é o estado de Pedro, Tiago e João, ao desceram do monte, depois de presenciarem a transfiguração de Jesus. Daí surge a questão: “Por que dizem os escribas ser necessário que Elias venha primeiro?” Por que essa necessidade de arrumar a casa? Por que essa necessidade de desenvolvimento de consciência? Por que tanta teologia? Tanta falação? Apenas exponha o povo a essas experiências! Levem-nos a ver o que vimos... A experimentar o que experimentamos... Faça o povo sentir!!!
Porém, pessoas não vivem apenas de emoção, palavras de animo e motivação. Não é que as experiências, a emoção, etc., não tenham sua importância. Claro que tem! Mas elas só são ferramentas num processo de construção de uma consciência de vida cristã. Nos momentos mais contraditórios da vida, as palavras tipo auto-ajuda se queimarão como palha! Nós precisamos de conteúdo. Nossas experiências precisam ser confrontadas com a Palavra de Deus. Esta precisa guiar-nos no julgamento e compreensão daquelas.
Jesus já sabia do que lhe ia acontecer, mas no evangelho de Lucas, ao ser descrito o episódio da transfiguração, o escritor ressalta que Moisés e Elias falavam com ele sobre a sua partida, que aconteceria dali a poucos dias. Me parece que essa é a razão para as experiências, especialmente as de cunho sobrenatural. É enfatizar a compreensão da revelação já existente. O que havia de ser revelado, já foi! Ninguém recebe novas revelações. Antes, os nossos olhos se abrem, a nossa compreensão é expandida, quanto ao entendimento de certos aspectos da revelação, até então, despercebidos por nós! E as nossas experiências são como elementos desse laboratório relacional. Elas não são o fim, nem podem ser nossa força motora.
Àqueles três discípulos, competiu-lhes apenas compartilhar, depois da ressurreição, sobre tudo o que haviam visto e aprendido, com a finalidade de desenvolvimento e fortalecimento da fé dos outros discípulos, a respeito de quem era Jesus, e de como a lei e os profetas, de fato, testemunhavam dele.
Lamentavelmente a nossa vida anda tão vazia de conteúdo – e não por culpa de Deus, é claro! – que temos nos tornado cada vez mais místicos, emocionais, e dependentes de supostas “novas revelações”! Muitos dos que estão entre nós, estão apenas porque amam esses ventos estranhos e suas mirabolantes promessas de curas e prosperidade... Outros, no entanto, são vítimas, enquanto roubadas em suas consciências, mas também culpadas por não exercerem o sacerdócio sobre suas próprias vidas, como filhos de Deus e templo do Espírito Santo, que são.
Bem, a todos nós fica o direcionamento do escritor aos hebreus, no verso nono do capítulo 13:
"Não vos deixeis levar em redor por doutrinas várias e estranhas, porque bom é que o coração se fortifique com graça, e não com alimentos que de nada aproveitaram aos que a eles se entregaram."
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Uma lição de graça
“Quando Davi chegou aos duzentos homens que, de cansados que estavam, não tinham podido segui-los, e que foram obrigados a ficar ao pé do ribeiro de Besor, estes saíram ao encontro de Davi e do povo que com ele vinha; e Davi, aproximando-se deles, os saudou em paz. Então todos os malvados e perversos, dentre os homens que tinham ido com Davi, disseram: Visto que não foram conosco, nada lhes daremos do despojo que recobramos, senão a cada um sua mulher e seus filhos, para que os levem e se retirem. Mas Davi disse: Não fareis assim, meus irmãos, com o que nos deu o Senhor, que nos guardou e entregou nas nossas mãos a tropa que vinha contra nós. E quem vos daria ouvidos nisso? pois qual é a parte dos que desceram à batalha, tal será também a parte dos que ficaram com a bagagem; receberão partes iguais. E assim foi daquele dia em diante, ficando estabelecido por estatuto e direito em Israel até o dia de hoje.” (ISm 30.21-25).
Na Igreja, o Senhor distribui dons segundo sua própria vontade, para a glorificação de si mesmo nela, e por meio dela. Todos, na Igreja, são alvejados por dons. Ninguém tem todos; ou nenhum. Mas todos são apenas servos, enriquecidos pelo Senhor com ferramentas para o serviço do corpo. Ninguém é mais do que isso. Não importa qual, ou quais sejam seus dons, ou capacitações. Esse é mais um aspecto da graça que confronta nosso cristianismo.
Na concepção de Davi, aqueles que desceram aos amalequitas e guerrearam, recobrando suas famílias e bens, não eram mais merecedores do que aqueles que cansados, ficaram no caminho cuidando da bagagem de todos. Na verdade, Davi entendia que o que guerreou, o fez por causa do Senhor. Bem como, aqueles que se ocuparam apenas de guardar a bagagem no caminho, o fizeram por causa do Senhor (...Davi disse: Não fareis assim, meus irmãos, com o que nos deu o Senhor, que nos guardou e entregou nas nossas mãos a tropa que vinha contra nós.). Sendo assim, ninguém, de fato, era merecedor de nada! Todos receberam igualmente dos despojos, porque tudo era resultado da graça divina!
Somos todos igualmente indignos, não importa quais dons tenhamos. Mas temos todos um mesmo Espírito, que nos presenteia segundo seu próprio querer, para que sirvamos uns aos outros – e tomara – entendendo que os nossos supostos méritos ou privilégios deveriam se resumir apenas no privilégio de servirmos ao Senhor, servindo uns aos outros.
Somos todos igualmente indignos, e igualmente alcançados e sustentados pela graça do bom Senhor. E Davi sabia disso!
Na Igreja, o Senhor distribui dons segundo sua própria vontade, para a glorificação de si mesmo nela, e por meio dela. Todos, na Igreja, são alvejados por dons. Ninguém tem todos; ou nenhum. Mas todos são apenas servos, enriquecidos pelo Senhor com ferramentas para o serviço do corpo. Ninguém é mais do que isso. Não importa qual, ou quais sejam seus dons, ou capacitações. Esse é mais um aspecto da graça que confronta nosso cristianismo.
Na concepção de Davi, aqueles que desceram aos amalequitas e guerrearam, recobrando suas famílias e bens, não eram mais merecedores do que aqueles que cansados, ficaram no caminho cuidando da bagagem de todos. Na verdade, Davi entendia que o que guerreou, o fez por causa do Senhor. Bem como, aqueles que se ocuparam apenas de guardar a bagagem no caminho, o fizeram por causa do Senhor (...Davi disse: Não fareis assim, meus irmãos, com o que nos deu o Senhor, que nos guardou e entregou nas nossas mãos a tropa que vinha contra nós.). Sendo assim, ninguém, de fato, era merecedor de nada! Todos receberam igualmente dos despojos, porque tudo era resultado da graça divina!
Somos todos igualmente indignos, não importa quais dons tenhamos. Mas temos todos um mesmo Espírito, que nos presenteia segundo seu próprio querer, para que sirvamos uns aos outros – e tomara – entendendo que os nossos supostos méritos ou privilégios deveriam se resumir apenas no privilégio de servirmos ao Senhor, servindo uns aos outros.
Somos todos igualmente indignos, e igualmente alcançados e sustentados pela graça do bom Senhor. E Davi sabia disso!
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Para o bem, ou para o mal!
Por que se enfurecem os gentios e os povos imaginam coisas vãs? Os reis da terra se levantam, e os príncipes conspiram contra o Senhor e contra o seu Ungido, dizendo: “Rompamos e seus laços e sacudamos de nós as suas algemas”. Ri-se aquele que habita nos céus; o Senhor zomba deles. Agora, pois, ó reis, sede prudentes; deixai-vos advertir, juízes da terra. Servi ao Senhor com temor e alegrai-vos nele com tremor. Beijai o Filho para que se não irrite, e não pereçais no caminho; porque dentro em pouco se lhe inflamará a ira.
Bem-aventurados todos os que nele se refugiam. Salmos 2:1-4, 10-12
Tolo é o homem em pensar ser livre! Porque limitada será sempre a liberdade de quem limitado é! Apenas Deus é livre. O Altíssimo. Soberano Senhor. A única fonte de toda sabedoria. De todo amor. De todo o bem.
Nós... seremos sempre seus servos. Para o bem, ou para o mal!
A nós... restará sempre essa escolha... manifestaremos Sua glória em nós através do Seu juízo sobre nós mesmos, ou da Sua justiça executada em Jesus por amor de todos os homens?
Bem-aventurados todos os que nele se refugiam.
Bem-aventurados os que põem no Senhor a sua confiança e não pendem para os arrogantes, nem para os afeiçoados à mentira.
Ó Deus, tu és o meu Deus forte; eu te busco ansiosamente; a minha alma tem sede de ti; meu corpo te almeja, como terra árida, exausta, sem água. Salmos 63.1
Bem-aventurados todos os que nele se refugiam. Salmos 2:1-4, 10-12
Tolo é o homem em pensar ser livre! Porque limitada será sempre a liberdade de quem limitado é! Apenas Deus é livre. O Altíssimo. Soberano Senhor. A única fonte de toda sabedoria. De todo amor. De todo o bem.
Nós... seremos sempre seus servos. Para o bem, ou para o mal!
A nós... restará sempre essa escolha... manifestaremos Sua glória em nós através do Seu juízo sobre nós mesmos, ou da Sua justiça executada em Jesus por amor de todos os homens?
Bem-aventurados todos os que nele se refugiam.
Bem-aventurados os que põem no Senhor a sua confiança e não pendem para os arrogantes, nem para os afeiçoados à mentira.
Ó Deus, tu és o meu Deus forte; eu te busco ansiosamente; a minha alma tem sede de ti; meu corpo te almeja, como terra árida, exausta, sem água. Salmos 63.1
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Trocando o jugo
Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve. Mateus 11.28-30
A todo crente no Senhor Jesus, há um convite, e um desafio, neste texto de Mateus. Embora seja comumente usado apenas como um convite às pessoas para descansarem em Cristo, de todas as suas lutas, o que está correto, este texto traz também o maior desafio de Jesus aos seus seguidores. “Líderes, liderados, discípulos, discipuladores, pastores, ovelhas, vocês estão cansados? Tenho a condição para o alívio que vocês precisam... Troquem os seus jugos. Tomem o meu!”
Quando a adoradora indigna ungiu a Jesus com seu bálsamo valioso, mesmo já estando os seus discípulos há tanto tempo com o mestre, aspectos de suas naturezas antigas emergiram em protestos contra o desperdício, contra o misticismo, contra a “infantilidade” da intrusa... mas a paciência do mestre ainda os conservou por perto, de modo que eles não perdessem a chance de aprender ao serem influenciados por sua misericórdia e simplicidade; Jesus sabia quem eram os seus discípulos, e eles bem sabiam quem era o mestre do grupo, mas ainda assim, Jesus se portava como um igual entre eles, ao ponto de precisar ser identificado por um beijo, na ocasião da traição; ao traidor, continuava chamando de amigo... e não porque isso seria o politicamente correto, mas porque era assim que o seu amor o condicionava a continuar vendo-o, embora este não o tratasse como tal; de fato, a postura na vida, de Jesus, parece surreal, ilógica, contraditória aos fatos, em sua abundante e graciosa perseverança em misericórdia... mas talvez seja esse o significado de: “contudo, seja feita a Tua vontade, não a minha”, ou: “Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração”.
O jugo do Senhor não é o jugo da folga, da "maré mansa", ou mesmo da desistência e do descaso. É o jugo da dedicação, do esforço, da negação de si mesmo, da perseverança, da cruz que se toma dia-a-dia, da morte que se morre para achar a vida. Com certeza, esse não é o jugo que parecerá ser o mais fácil de carregar, mas certamente, é o único efetivamente eficaz para o que deseja o mesmo fim do mestre dos mestres.
A todo crente no Senhor Jesus, há um convite, e um desafio, neste texto de Mateus. Embora seja comumente usado apenas como um convite às pessoas para descansarem em Cristo, de todas as suas lutas, o que está correto, este texto traz também o maior desafio de Jesus aos seus seguidores. “Líderes, liderados, discípulos, discipuladores, pastores, ovelhas, vocês estão cansados? Tenho a condição para o alívio que vocês precisam... Troquem os seus jugos. Tomem o meu!”
Quando a adoradora indigna ungiu a Jesus com seu bálsamo valioso, mesmo já estando os seus discípulos há tanto tempo com o mestre, aspectos de suas naturezas antigas emergiram em protestos contra o desperdício, contra o misticismo, contra a “infantilidade” da intrusa... mas a paciência do mestre ainda os conservou por perto, de modo que eles não perdessem a chance de aprender ao serem influenciados por sua misericórdia e simplicidade; Jesus sabia quem eram os seus discípulos, e eles bem sabiam quem era o mestre do grupo, mas ainda assim, Jesus se portava como um igual entre eles, ao ponto de precisar ser identificado por um beijo, na ocasião da traição; ao traidor, continuava chamando de amigo... e não porque isso seria o politicamente correto, mas porque era assim que o seu amor o condicionava a continuar vendo-o, embora este não o tratasse como tal; de fato, a postura na vida, de Jesus, parece surreal, ilógica, contraditória aos fatos, em sua abundante e graciosa perseverança em misericórdia... mas talvez seja esse o significado de: “contudo, seja feita a Tua vontade, não a minha”, ou: “Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração”.
O jugo do Senhor não é o jugo da folga, da "maré mansa", ou mesmo da desistência e do descaso. É o jugo da dedicação, do esforço, da negação de si mesmo, da perseverança, da cruz que se toma dia-a-dia, da morte que se morre para achar a vida. Com certeza, esse não é o jugo que parecerá ser o mais fácil de carregar, mas certamente, é o único efetivamente eficaz para o que deseja o mesmo fim do mestre dos mestres.
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Avivamento! Queremos mesmo???
“Passe muito tempo, diariamente pela manhã e à noite, em oração e comunhão direta com Deus. Não há conhecimento que compense a perda dessa comunhão. Se falhares nisto te enfraquecerás e serás como qualquer outro homem.” Charles G. Finney
Tenho pensado um pouco sobre o significado de avivamento, nestes últimos dias. Cresci ouvindo falar sobre avivamento... campanhas de oração, congressos, etc., tudo com a finalidade de recebermos avivamento da parte de Deus! Geralmente a história sempre se repetiu... tínhamos eventos maravilhosos, muita gente chorava muito, e dançava no poder, era "batizada no Espírito Santo", muitas profecias eram dadas e recebidas, geralmente com a promessa de um novo tempo de Deus para aquela igreja local, ou cidade, para determinada família, etc. Porém, a grande verdade é que depois das festividades, a vida continuava exatamente como era antes delas. E assim seguíamos. Vivendo de evento a evento. Sempre na esperança de recebermos um avivamento que desceria milagrosa e repentinamente, transformando tudo como num passe de mágica.
Finney (1792-1875) foi um dos maiores avivalistas da história da Igreja. Sua vida e a frase acima citada parecem nos arremeter em uma direção diferente - embora não seja nada nova - de busca por avivamento. Faço coro com os que não acreditam que oração pode mudar o coração de Deus. Não! Definitivamente, não! Acreditar nisso é ver Deus a partir de quem nós somos. E Deus não é como o homem. Mas “oração e comunhão direta com Deus”, o que também inclui a meditação na sua Palavra, é o modo de mudar o nosso coração em relação ao coração de Deus.
“Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar um futuro e uma esperança. Então me invocareis, passareis a orar a mim, e eu vos ouvirei. Buscar-me-eis, e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração. Serei achado de vós, diz o Senhor, e farei mudar a vossa sorte;”. Jr 29.11-14a
Não é o coração de Deus que se desvia do bem. Não é o coração dele que precisa ser convencido à prática da misericórdia, do perdão, da humildade, do socorro aos necessitados, da fidelidade e do amor incondicional. Não! É o nosso coração! Mas essa mudança só acontece em nós quando recebemos essa injeção de vida, de caráter de Deus. A prescrição dessa injeção foi dada mesmo antes da queda do homem. Em Gênesis 2.9 é ressaltado a criação de todas as árvores agradáveis à vista e boas para alimento, além de outras duas, a árvore da vida, no meio do jardim, e a árvore do conhecimento do bem e do mal. Nos versículos 16 e 17 do mesmo capítulo é registrada a ordenança de que não se comesse da árvore do conhecimento do bem e mal, apenas dela. Sempre foi propósito de Deus que o homem fizesse uso do fruto da árvore da vida, e todos os dias, o Senhor, pessoalmente, descia pra servir o homem com este banquete: “E, ouvindo a voz do Senhor Deus, que passeava no jardim à tardinha, esconderam-se o homem e sua mulher da presença do Senhor Deus, entre as árvores do jardim. Gn 3.8”. O Senhor descia e vinha ter comunhão com o homem. Ele sempre fez questão de imprimir no homem os seus pensamentos e seu caráter. E mesmo quando o homem decidiu se esconder e se perder de Deus, ele manifestou sua disposição em se fazer homem, para reconciliá-lo consigo mesmo, por meio de Jesus (Gn 3.15).
Penso que não temos recebido porque temos pedido mal. Sempre foi propósito de Deus que estivéssemos impregnados com a sua vida. E estar impregnado da vida de Deus não é apenas ter incríveis experiências eventuais, mas é viver com Deus, é andar com Deus, é amar com o seu amor, mesmo em casa, depois do culto, ou no trabalho, longe dos “irmãos”. Ser avivado é desejar a sua presença, a ponte de independente de sentimentos, escolhermos buscá-lo toda tardinha, pela consciência de que não existe nada que nos faça mais vivos e vivificados que a sua presença, a sua comunhão... a única coisa que pode mudar o nosso pensar, o nosso agir, e consequentemente, toda a atmosfera espiritual ao nosso redor e ao redor de quem amamos, de modo a termos nós, nossas famílias, nossa nação, e as demais nações tocadas por nós, um presente e um futuro de vida, esperança e paz.
Tenho pensado um pouco sobre o significado de avivamento, nestes últimos dias. Cresci ouvindo falar sobre avivamento... campanhas de oração, congressos, etc., tudo com a finalidade de recebermos avivamento da parte de Deus! Geralmente a história sempre se repetiu... tínhamos eventos maravilhosos, muita gente chorava muito, e dançava no poder, era "batizada no Espírito Santo", muitas profecias eram dadas e recebidas, geralmente com a promessa de um novo tempo de Deus para aquela igreja local, ou cidade, para determinada família, etc. Porém, a grande verdade é que depois das festividades, a vida continuava exatamente como era antes delas. E assim seguíamos. Vivendo de evento a evento. Sempre na esperança de recebermos um avivamento que desceria milagrosa e repentinamente, transformando tudo como num passe de mágica.
Finney (1792-1875) foi um dos maiores avivalistas da história da Igreja. Sua vida e a frase acima citada parecem nos arremeter em uma direção diferente - embora não seja nada nova - de busca por avivamento. Faço coro com os que não acreditam que oração pode mudar o coração de Deus. Não! Definitivamente, não! Acreditar nisso é ver Deus a partir de quem nós somos. E Deus não é como o homem. Mas “oração e comunhão direta com Deus”, o que também inclui a meditação na sua Palavra, é o modo de mudar o nosso coração em relação ao coração de Deus.
“Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar um futuro e uma esperança. Então me invocareis, passareis a orar a mim, e eu vos ouvirei. Buscar-me-eis, e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração. Serei achado de vós, diz o Senhor, e farei mudar a vossa sorte;”. Jr 29.11-14a
Não é o coração de Deus que se desvia do bem. Não é o coração dele que precisa ser convencido à prática da misericórdia, do perdão, da humildade, do socorro aos necessitados, da fidelidade e do amor incondicional. Não! É o nosso coração! Mas essa mudança só acontece em nós quando recebemos essa injeção de vida, de caráter de Deus. A prescrição dessa injeção foi dada mesmo antes da queda do homem. Em Gênesis 2.9 é ressaltado a criação de todas as árvores agradáveis à vista e boas para alimento, além de outras duas, a árvore da vida, no meio do jardim, e a árvore do conhecimento do bem e do mal. Nos versículos 16 e 17 do mesmo capítulo é registrada a ordenança de que não se comesse da árvore do conhecimento do bem e mal, apenas dela. Sempre foi propósito de Deus que o homem fizesse uso do fruto da árvore da vida, e todos os dias, o Senhor, pessoalmente, descia pra servir o homem com este banquete: “E, ouvindo a voz do Senhor Deus, que passeava no jardim à tardinha, esconderam-se o homem e sua mulher da presença do Senhor Deus, entre as árvores do jardim. Gn 3.8”. O Senhor descia e vinha ter comunhão com o homem. Ele sempre fez questão de imprimir no homem os seus pensamentos e seu caráter. E mesmo quando o homem decidiu se esconder e se perder de Deus, ele manifestou sua disposição em se fazer homem, para reconciliá-lo consigo mesmo, por meio de Jesus (Gn 3.15).
Penso que não temos recebido porque temos pedido mal. Sempre foi propósito de Deus que estivéssemos impregnados com a sua vida. E estar impregnado da vida de Deus não é apenas ter incríveis experiências eventuais, mas é viver com Deus, é andar com Deus, é amar com o seu amor, mesmo em casa, depois do culto, ou no trabalho, longe dos “irmãos”. Ser avivado é desejar a sua presença, a ponte de independente de sentimentos, escolhermos buscá-lo toda tardinha, pela consciência de que não existe nada que nos faça mais vivos e vivificados que a sua presença, a sua comunhão... a única coisa que pode mudar o nosso pensar, o nosso agir, e consequentemente, toda a atmosfera espiritual ao nosso redor e ao redor de quem amamos, de modo a termos nós, nossas famílias, nossa nação, e as demais nações tocadas por nós, um presente e um futuro de vida, esperança e paz.
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Suscita, Senhor! Suscita em mim!
No trigésimo segundo ano do rei Artaxerxes, rei de Babilônia, após ter passado certo tempo com o rei, o profeta Neemias resolve voltar à Jerusalém, e mais uma vez se vê consumido pelo zelo da casa do Senhor. Os profetas não tinham reconhecimento oficial como os sacerdotes e levitas. Não eram herdeiros do ofício, por linhagem familiar. Eram marginais da religião. Surgiam sem que fossem esperados. Falavam sem que fossem convidados a isso, e ainda que não fossem ouvidos, inclusive, e/ou principalmente pelos levitas e sacerdotes do Senhor. Tal ministério sem título, sem reconhecimento, era legitimado apenas pela autoridade do vento que sopra onde quer, ainda que não se saiba de onde vem ou para onde vai. Com essa autoridade Neemias ordena a limpeza de todas as câmaras da casa do Senhor, e ele mesmo lança fora todos os móveis de Tobias, que ocupava uma dessas câmaras por consentimento do sumo sacerdote Eliasibe. Não é estranho que Tobias, um amonita, estivesse fazendo de moradia uma câmara da casa de Deus, exatamente onde se deveriam encontrar os utensílios consagrados para o serviço do Senhor, as ofertas de cereais e o incenso? Um filho de Belial ocupava a casa do Senhor, de modo que o serviço do Senhor viesse a cessar, as ofertas deixassem de ser entregues, e a fumaça do incenso não encontrasse mais a presença de Deus!
“Ou não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que habita em vós, o qual possuís da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos?” 1Co 6.19
“E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.” Rm 12.2
Definitivamente, não creio que seja outro tipo de jejum que o Senhor esteja esperando de nós, senão a abstinência de idéias, vícios, pensamentos, atitudes aparentemente insignificantes do nosso dia-a-dia, mas que escravizam nossos sentimentos e emoções à coisas fúteis e ilusórias, que freiam a nossa caminhada diária de relacionamento com Deus, de conhecimento dele, de conversa alimentada pela fome insaciável de tê-lo e conhecê-lo mais do que a qualquer outra coisa ou pessoa. São filhos ou filhas de asdonitas, amonitas e moabitas, vizinhos e camaradas nossos, que convidamos a sentarem nas nossas salas, sem percebermos que com eles estamos construindo convivência mais forte e intensa do que com aquele que é o legítimo dono das nossas casas, e verdadeiro apaixonado por nossas almas.
Meu Deus! Suscita em mim! Suscita em nós os marginalizados! Aqueles anônimos, sem rosto nem causa própria. Que descobrem a simplicidade do caminho da limpeza da casa, que somos nós mesmos. Que se lembrem, e soprem sobre outros a lembrança do serviço, das ofertas, do incenso, do relacionamento que tão desesperadamente buscamos em tantas coisas vãs, mas que somente em ti, apenas em ti encontraremos!
“Ou não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que habita em vós, o qual possuís da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos?” 1Co 6.19
“E não vos conformeis a este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.” Rm 12.2
Definitivamente, não creio que seja outro tipo de jejum que o Senhor esteja esperando de nós, senão a abstinência de idéias, vícios, pensamentos, atitudes aparentemente insignificantes do nosso dia-a-dia, mas que escravizam nossos sentimentos e emoções à coisas fúteis e ilusórias, que freiam a nossa caminhada diária de relacionamento com Deus, de conhecimento dele, de conversa alimentada pela fome insaciável de tê-lo e conhecê-lo mais do que a qualquer outra coisa ou pessoa. São filhos ou filhas de asdonitas, amonitas e moabitas, vizinhos e camaradas nossos, que convidamos a sentarem nas nossas salas, sem percebermos que com eles estamos construindo convivência mais forte e intensa do que com aquele que é o legítimo dono das nossas casas, e verdadeiro apaixonado por nossas almas.
Meu Deus! Suscita em mim! Suscita em nós os marginalizados! Aqueles anônimos, sem rosto nem causa própria. Que descobrem a simplicidade do caminho da limpeza da casa, que somos nós mesmos. Que se lembrem, e soprem sobre outros a lembrança do serviço, das ofertas, do incenso, do relacionamento que tão desesperadamente buscamos em tantas coisas vãs, mas que somente em ti, apenas em ti encontraremos!
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