segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

To shade you!

Psalm 121 is a wonderful song for worship. There, the writer reveals a trace, of how God moves Himself toward us. The Psalmist seems to be in trouble. He looks for help. He seems to be in a valley, with the whole mountains around him completely taken. He has no way to escape. And then, only then, he appeals to the Lord.

I look to the hills! Where will I find help?
It will come from the Lord, who created the havens and the earth. (vs. 1-2)


And, are we not just like this? First, we try everything… But when we see things are out of our control, we surrender. Though God lets life happen naturally, He never stops using all things for our good. He is always in control. He never dozes, or get drowsy, no matter if during the day or by night.

The Lord is your protector, there at your right side to shade you from the sun. (v. 5)

It's great! We can trust He is not just looking at us, and doing nothing. He is not still there ready to leave us, as soon as we do wrong. We can always turn ourselves to Him. We can trust Him at all time, because the Lord is our protector.

The Lord will protect you now and always wherever you go. (v. 8)


Para te proteger!

Salmo 121 é uma maravilhosa canção de adoração. Lá, o escritor revela uma pista de como Deus se move em nossa direção. O Salmista parece estar em apuros. Ele procura por ajuda. Ele parece estar num vale, com as montanhas completamente tomadas ao redor. Ele não tem meios de escape. E então, só então, ele apela para o Senhor.

Eu olho para os montes! Onde encontrarei socorro?
O meu socorro virá do Senhor, que criou os céus e a terra. (vs. 1-2)


Nós não somos exatamente assim? Primeiro nós tentamos de tudo... E quando nós vemos que as coisas fugiram do nosso controle, nós nos rendemos. E embora Deus permita que a vida corra naturalmente, Ele nunca deixa de usar todas as coisas para o nosso bem. Ele está sempre no controle. Ele nunca cochila, nem mesmo fica sonolento, seja de dia ou de noite.

O Senhor é o seu protetor, à sua direita, te cobrindo do sol. (v. 5)

Que maravilha! Nós podemos confiar que Ele não está apenas nos olhando, sem fazer nada. Ele não está lá, pronto para nos abandonar, assim que fizermos algo de errado. Nós sempre podemos nos voltar para Ele. Nós podemos confiar nele em todo o tempo, porque o Senhor é o nosso protetor.

O Senhor te protegerá agora e para sempre, onde quer que você vá. (v. 8)

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Tempos de provação

“Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo que, segundo a sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança incorruptível, incontaminável, e que não se pode murchar, guardada nos céus para vós, que sois guardados pelo poder de Deus, mediante a fé, para a salvação, preparada para se revelar no último tempo.” 1Pe 1.3-5

O Apóstolo Pedro anima os irmãos sob perseguição, lembrando-os de seu resgate, pela misericórdia de Deus Pai, por meio da ressurreição de Jesus Cristo, para uma viva esperança, uma herança que a nada poderia ser comparada, e que seria revelada, ou manifesta em sua plenitude, no último tempo. Cada um deles, ensina o apóstolo, está guardado pelo poder de Deus, para esta salvação, mediante a fé. Mas você conseguiu perceber? Os irmãos estavam sob perseguição, naqueles dias, e Pedro tentava animá-los com uma promessa, que embora fosse certa, só desfrutariam no último tempo. E talvez se nós fôssemos esses irmãos a nossa pergunta fosse: “E quanto tempo mais teremos que agüentar, até que o último tempo chegue? Porque nós estamos sob perseguição agora!” Na verdade, algumas lições são tão difíceis de serem aprendidas! Nós aprendemos fácil, fácil que o Senhor é o nosso pastor. Mas dificilmente lembramos que este mesmo pastor, embora nunca nos deixe não nos poupa de passarmos pelo vale da sombra da morte.
E Pedro continua:

“Nisto exultais, embora, no presente, por breve tempo, se necessário, sejais contristados por várias provações, para que o valor da vossa fé, uma vez confirmado, muito mais precioso do que o ouro perecível, mesmo que apurado pelo fogo, redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo, a quem, não havendo visto, amais; no qual, não vendo agora, mas crendo, exultais com alegria indizível e cheia de glória, obtendo o fim da vossa fé, a salvação das vossas almas.” 1Pe 1.6-9

Provavelmente a razão de tanta ansiedade para vivermos o paraíso hoje, de tanto imediatismo, de tanta gente que só prega vitória, cura só se “for agora”, etc., seja pelo fato de não entendermos a razão das provações. Bem verdade que o próprio termo não ajuda! Porque quando Deus – ou a vida – nos submete a provações, como aconteceu com Jó, Abraão, José, Davi, Paulo, João, e tantos outros, o Senhor não está testando-nos, com o propósito de conhecer o nosso coração, como se isso fosse algum mistério pra ele. Mas, como exemplificou o Apóstolo Pedro, Deus está submetendo o nosso coração ao fogo, para a purificação de toda impureza, a fim de enobrecê-lo! O próprio Jesus passou por vários sofrimentos e provações, aprendeu, cresceu com todas elas. Mas com certeza a maior de todas foi a própria cruz. Porém, é claro, Jesus não precisava ser purificado de nada. Mas na cruz, Jesus éramos “nós”. E nós, não estávamos sendo avaliados. Nós estávamos sendo redimidos, para nos tornarmos herdeiros da viva esperança. Hoje, no entanto, até que chegue o tempo da salvação plena, o último tempo, as provações vão servindo como ferramentas, nos quebrantando e nos limpando, de modo que a nossa fé vai se tornando mais pura e simples, a nossa alma mais salva, mais liberta, e o Senhor Jesus mais revelado, mais conhecido, mais glorificado e honrado, hoje, em/e através de nós.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Viver a vida – Feliz 2010!

Para alguns, o final de um ano e começo de outro é tempo bastante místico. A passagem é como a entrada em uma atmosfera espiritual completamente diferente da do ano anterior. Para outros, é apenas mais um anoitecer e amanhecer, como outro dia qualquer. Pra mim, essa ocasião tem um significado alternativo. Eu creio que nós precisamos de ícones, de representações, é assim que nós funcionamos. Nós sabemos que somos queridos, mas receber um presente, uma mensagem, ou um telefonema das pessoas que nos quer bem, no dia do nosso aniversário, por exemplo, é muito importante. Essas coisas são como ícones desse bem-querer. São representações. É como dois amantes, que tem consciência do seu amor um pelo outro, mas, que não conseguem experimentar nada melhor do que uma declaração ou um buquê de flores em dias normais, como expressão do amor que os uni. Pra mim, o final de um ano, e o começo de outro tem esse significado. É como um ícone, um acontecimento que me lembra que os meus dias estão passando, que minha vida está correndo, rápido, como um raio de luz. E eu aproveito a oportunidade pra ponderar um pouco a respeito do que eu tenho feito com os dias que me foram concedidos pelo Criador.

Durante todos esses dias eu estive lendo e pensando um pouco sobre o livro de Eclesiastes. Logo no começo, nos versos 12 a 14 do segundo capítulo, o sábio pensador nos declara:

“Descobri que não há nada melhor para o homem do que ser feliz e praticar o bem enquanto vive. Descobri também que poder comer, beber e ser recompensado pelo seu trabalho é um presente de Deus. Sei que tudo o que Deus faz permanecerá para sempre; a isso nada se pode acrescentar, e disso nada se pode tirar. Deus assim faz para que os homens o temam.”

Fazer o bem, comer, beber, trabalhar, construir na vida... ser feliz. Para o pensador, não existe nada melhor pro homem, do que simplesmente ser feliz. E ser feliz não com o que não se tem, mas exatamente com o pouco ou muito que se tem. Porque em ambos os casos, a vontade de Deus está sendo manifesta. Para que nós o temamos. É simples assim, é apenas escolher ser feliz. É aceitar os caminhos da vida como dádiva, e não como martírio. Porque a nossa felicidade honra a Deus, mas o nosso sofrimento constante, não. No sétimo capítulo o sábio ainda nos instrui:

“Não seja excessivamente justo nem demasiadamente sábio; por que destruir-se a si mesmo? Não seja demasiadamente ímpio e não seja tolo; por que morrer antes do tempo? É bom reter uma coisa e não abrir mão da outra, pois quem teme a Deus evitará ambos os extremos.” (Vs. 16 a 18)

Deixa os radicalismos pros que temem a religião, ou para os que não temem nada. Para os que temem a Deus, a proposta é o equilíbrio. Por que submeter-se a situações-prisões, relacionamentos-prisões, imposições-prisões? Por que destruir-se a sim mesmo? Por que entregar-se a uma vida de pseudo liberdade, sem propósitos, sem co-dependência, cheia de desamor e solitária? Por que morrer antes do tempo? Parece que o grande convite é para que vivamos a vida. Não é para que agente morra a cada dia, pelo contrário. É para que agente rejeite a cada dia, o que nos faz morrer. De modo que possamos de fato viver a vida. Mas isso é coisa pros que temem a Deus. É para aqueles que, embora tenham assumido como propósito em vida parecer com o Mestre dos mestres, não tem medo de viver, de escolher, de caminhar, se arriscando inclusive ao erro, pois “Todavia, não há um justo na terra, ninguém que pratique o bem e nunca peque.” (7.20). Mais adiante o pensador ainda diz:

“Alegre-se, jovem, na sua mocidade! Seja feliz o seu coração nos dias da sua juventude! Siga por onde seu coração mandar, até onde a sua vista alcançar; mas saiba que por todas essas coisas Deus o trará a julgamento. Afaste seu coração da ansiedade e acabe com o sofrimento do seu corpo, pois a juventude e o vigor são passageiros. Lembre-se do seu Criador nos dias da sua juventude, antes que venham os dias difíceis e se aproximem os anos em que você dirá: “Não tenho satisfação neles”” (11.9-10; 12.1).

Alguns entendem que o pensador usou de ironia nesses versos. Eu não. Pra mim, o pensador continua dizendo ao que está vivo: “Viva, e viva hoje. Viva intensamente. Não se martirize, se punindo, ou se privando o tempo todo, mas viva. Mas viva mesmo! E viver mesmo, é viver intensa e sabiamente”. Então, se esse é nosso grande convite existencial, como aceitá-lo da forma mais digna possível? Como achar esse equilíbrio, sem se tornar prisioneiros dos medos, do moralismo hipócrita, da religiosidade cancerígena, e ao mesmo tempo, sem se perder na autodestruição da libertinagem, da “vida/morte” individualista e egocêntrica? Como achar a sabedoria necessária pra viver a vida? E o pensador responde em Provérbios:

“O temor do Senhor é o princípio (a chave) da sabedoria, e o conhecimento do Santo é entendimento.” (9.10) E mais: “Temer o Senhor é odiar o mal” (8.13a).

É odiar a fofoca, a falsidade, o egoísmo, o desprezo ao necessitado, a idolatria da religião, dos ministérios, a falta de humildade, a crítica sem a auto-análise, sem misericórdia, é odiar o engano, a mentira, o desamor.

Pra mim, essa passagem de ano é um lembrete e um convite do Criador à viver a vida. E viver intensamente, mas como quem o teme, odiando o mal, e amando todo o bem.

Feliz 2010!

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Deus, que se fez menino

“Mas o anjo lhe disse: “Não tenha medo, Maria; você foi agraciada por Deus! Você ficará grávida e dará à luz um filho, e lhe porá o nome de Jesus. Ele será grande e será chamado Filho do Altíssimo. O Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi, e ele reinará para sempre sobre o povo de Jacó; seu Reino jamais terá fim”. Perguntou Maria ao anjo: “Como acontecerá isso se sou virgem? O anjo respondeu: “O Espírito Santo virá sobre você, e o poder do Altíssimo a cobrirá com a sua sombra. Assim, aquele que nascer será chamado Santo, Filho de Deus.”” Lucas 1: 30-35
“Aquele que é a Palavra tornou-se carne e viveu entre nós. Vimos a sua glória, glória como do Unigênito vindo do Pai, cheio de graça e de verdade. (...). Ninguém jamais viu a Deus, mas o Deus Unigênito, que está junto do Pai, o tornou conhecido”. João 1: 14, 18
É muito comum, especialmente nesta época de final de ano, as pessoas se referirem a Jesus como o menino Deus. Da mesma forma, é muito comum ver os cristãos evangélicos criticarem o uso desta expressão. Na visão de muitos de nós, essa expressão menospreza ou limita o Cristo de Deus, que viveu seu ministério, e que morreu e ressuscitou já como um homem adulto. Porém, não se pode negar que embora ele nunca tenha deixado de ser como uma criança, o adulto Jesus, que também era Deus, foi, pelo amor do Pai, o menino Jesus. Deus, que se fez menino.
Essa forma de Deus se manifestar a nós é de uma riqueza inestimável. Jesus efetivamente viveu como criança. Mesmo quando se tornou adulto. E nos alertou de que fizéssemos o mesmo. Certo dia, os discípulos se acharam discutindo sobre quem era o maior no Reino de Deus. Jesus, em Mateus 18, “chamando uma criança, colocou-a no meio deles, e disse: “Eu lhes asseguro que, a menos que vocês se convertam e se tornem como crianças, jamais entraram no Reino dos céus”.” O Reino era chegado em Jesus, e embora o Reino de Deus esteja sobre tudo e todos, somente os que se convertessem, assim como o é hoje, a uma vida de criança, poderiam ser servos dele. O adulto é crescido, é entendido, é suficientemente experimentado, tem seus direitos adquiridos para ir e vir. A criança, por mais crescido que seja, tem sempre mais o que crescer, é um eterno aprendiz da vida, nunca é experimentada o suficiente, e seu grande privilégio é sua eterna dependência dos cuidados e da direção do maravilhoso Pai de amor, e de seus irmãos.
“Portando, quem se faz humilde como essa criança, este é o maior do Reino dos céus”. Mt 18. 4
Penso que esse deva ser o nosso grande desafio diário... e em qualquer época do ano... descobrir, redescobrir, aprender, reaprender, dia a dia, a ser humilde. Penso que essa foi a grande lição do menino Jesus. De Deus, que se fez menino. Deus, que se limitou, se contendo em forma de um menino. Deus, que se humilhou a si mesmo. E com um único objetivo, como se vê em Mateus 20:28:
“como o Filho do homem que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos”.
Apenas na humildade se acha o amor não fingido, não interesseiro. A disposição de aprender, ainda que já seja um professor. A inclinação para perdoar, parar liberar em amor, ou acolher sem reservas. Apenas na humildade pode-se ser como o Cristo de Deus foi... e apenas assim, o mundo pode ver sua luz brilhar por meio de nós.
Se alguém quiser ser o primeiro, será o último, e servo de todos”. Marcos 9:35

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Perto está o Senhor

“Portanto, meus amados e saudosos irmãos, minha alegria e coroa, permaneçam assim firmes no Senhor, amados. O que rogo a Evódia, e a Síntique, é que vivam em harmonia no Senhor. E peço-te também a ti, meu verdadeiro companheiro, que ajudes essas mulheres que trabalharam comigo no evangelho, e com Clemente, e com os outros cooperadores, cujos nomes estão no livro da vida. Alegrem-se sempre no Senhor. Novamente direi: Alegrem-se! Seja a amabilidade de vocês conhecida por todos. Perto está o Senhor. Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o coração e a mente de vocês em Cristo Jesus. Finalmente, irmãos, tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre, tudo o que for correto, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, se houver algo excelente ou digno de louvor, pensem nessas coisas. Ponham em prática tudo o que vocês aprenderam, receberam, e ouviram e viram em mim. E o Deus da paz estará com vocês.” Filipenses 4:1-9

Na sua carta aos irmãos da cidade de Filipos, próximo das considerações finais, Paulo faz menção de um foco de divisão ou rivalidade na igreja. Ele pedi encarecidamente à Evódia e a Síntique, duas missionárias que o havia ajudado anteriormente, que procurassem viver harmoniosamente, e dá a receita.
Os cristãos da primeira Igreja vivam na iminência da volta de Jesus. Eles criam que Jesus voltaria há qualquer momento. Por isso mesmo, eles eram tão desapegados dos bens materiais, tão solidários para com os próximos, fossem eles da fé ou não. Eles tinham seus olhos voltados pro cumprimento da promessa mais significativa para os da caminhada. A promessa do retorno do Senhor para encontrar-se com sua Igreja. Às irmãs conflitantes, e aos demais irmãos de Filipos, Paulo lembrava: “Perto está o Senhor. Alegrem-se. Sejam amáveis. Nada pode ser mais importante pra vocês, do que essa esperança”. A verdade, é que na caminhada, nós nos embaraçamos com as coisas desta vida com uma facilidade extraordinária! E o pior de tudo, é que na maioria das vezes, nos embaraçamos com as coisas desta vida, com a intenção, exatamente, de alcançarmos as coisas da outra vida. Essas irmãs eram diligentes quanto ao serviço do Senhor. E ao que parece, foram discordâncias quanto a esse serviço que provocaram tão preocupante conflito. Mas o apóstolo instruía que mesmo essas ansiedades, teriam de ser colocadas diante do Senhor, por meio de orações e súplicas, e sempre com atitudes de gratidão a Deus. Não havia outra forma melhor, para a resolução daquele conflito. O ativismo daquelas servas tão bem intencionadas não as levaria a bem algum. Somente a comunhão poderia. E a comunhão, primeiro, verticalmente. A oração, uma conversa com Deus, sobre as diferenças. Os pedidos mais dolorosos. Somente esse tipo de entrega, poderia levá-las a comungarem dos sentimentos do coração do Pai, a respeito das suas causas. E como fé sem obras é morta, Paulo ainda dá conselhos práticos de vivência: “Não se concentrem nas falsidades de vocês, mas no que for sincero... não valorizem suas falhas de caráter, mas suas atitudes honestas... não ressalte suas impurezas, imperfeições ou orgulho, mas ressaltem suas singelas expressões de amor uns para com os outros, guardando apenas em seus pensamentos, o que seja virtuoso e elogiável. E o Deus da paz será com vocês”. São receitas práticas porque não são lições fáceis de serem assimiladas. É preciso exercício contínuo, diário. É preciso trazer à memória, diariamente, aquilo que nos traz esperança (Lm 3.21). É preciso lembrar, diariamente, que perto está o Senhor... Perto, inclusive, dos de coração quebrantado (Sl 34.18).

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Faça-me querer...

Às vezes é tão difícil querer amar!!! Esse tal “querer” precede o amor! Não é um parto normal. É uma cesariana! É fruto de dor, de escolha feita baseada no desprezo de sua própria dor. É escolher, do fundo do coração, estar próximo, mesmo quando se deseja desesperadamente a maior distancia possível. É como o grito desesperado do salmista: “Senhor, cria em mim um coração puro, e faça-me querer te obedecer”. Esse tal “querer”... é uma alto entrega, que oras, parece que não se consegue fazer sozinho... mas que se deve fazer... para que se possa viver, enfim, como se deve viver... “Ó Deus... faça-me querer morrer... faça-me querer te obedecer!”

domingo, 29 de novembro de 2009

A consciência de quem somos

“Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas, e apedrejas os que a ti são enviados! Quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como galinha ajunta a sua ninhada debaixo das asas, e não quiseste!” Lc 13.34

No primeiro capítulo do seu evangelho, o apóstolo João fala que o verbo se fez carne. A Palavra eterna, por meio de quem tudo que foi feito se fez se tornou carne, homem, e habitou entre nós. No capitulo 2º, verso 52, Lucas registra que Jesus crescia em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens. Deus, que se fez homem, não fez de conta que era homem, mas de fato, se tornou homem, e se submeteu a todos os processos de desenvolvimento cognitivo, crescimento físico, e até em termos de conhecimento de Deus, de sua graça, e de como ela se traduz na relação de si mesmo com os homens. Tiago afirma que Deus mesmo não tenta ninguém, e não pode ser tentado pelo mal. Mas o escritor aos Hebreus no capítulo 4º, verso 15, nos assegura que em todas as coisas, o grande sumo sacerdote Jesus, o verbo-carne, foi tentado, como nós, mas sem pecado. Jesus era, sempre foi, e sempre será Deus. Mas se fez homem. E como homem viveu. Mas viveu com a consciência de quem ele era. E isso ficou claro no seu choro por Jerusalém. Talvez esse seja o diferencial de que precisamos. A consciência de quem nós somos.
Na oração modelo, em Mateus nove, Jesus ensina a submissão à vontade do Pai pela expressão: “venha o teu reino, faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu”. Esse é um entendimento que precisa ser impresso em nossa mente e coração, para a compreensão do nosso papel em vida. “Venha o teu reino, Senhor. Manifesta-o a nós. Faz-nos compreender os seus princípios. De modo que a tua vontade, na terra, seja cumprida por meio de nós, em todas as áreas de nossas vidas, assim como ela é cumprida no céu”. Ou seja, somos servos do reino, em vida. Esse é o nosso papel primordial.

“Mas todas as coisas provêm de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Cristo, e nos confiou o ministério da reconciliação; pois que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões; e nos encarregou da palavra da reconciliação”. 2Co 5.18-19

Somos servos do reino. Fomos incumbidos de levar/viver a palavra da reconciliação do mundo com Deus, porque ele amou o mundo! Ele amou o amigo infiel e traidor, o filho rebelde, o pai bêbado, a mãe negligente, o professor desalmado e descompromissado, o patrão opressor, o político ladrão, a polícia corrupta, o assassino, o estuprador... Deus amou o mundo! E por meio de Cristo, nos tornou instrumentos desse amor, à serviço do seu reino, para a reconciliação do mundo consigo mesmo, onde quer que estejamos, por meio do que estivermos fazendo, porque como muito bem colocou Arno Vorpagel Scheunemann, “palavra será Palavra se deixar de sê-lo, para ser vida (com rosto e coração)”.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Ponto de Cultura

Ontem à noite fui ao Itaú Cultural, na Paulista, para o lançamento do livro Ponto de Cultura: O Brasil de Baixo para Cima, de Célio Turino, secretário de Cidadania Cultural do Ministério da Cultura (MinC). Célio, como ele mesmo se apresente no livro, é brasileiro, porque gosta “de não ter uma cara definida, os mil povos em um”; é radical, porque procura “desvelar o Brasil e assumir o risco de preparar o solo para acomodar outros tipos de raízes, que façam brotar um país como nunca se viu”; é utópico, porque sonha “com uma sociedade superior e sem que isso pressuponha modelos ou medidas pré-concebidas”; e comunista, porque procura “o Bem Comum e a partilha”. O evento contou com a presença de músicos amigos e duas companhias de Maracatu. Mas a atração principal mesmo, foi a fala do próprio Célio e sua emocionada leitura de alguns pontos do livro. Foi apaixonante ver sua paixão por gente, sua emoção em citar mazelas por ele vistas Brasil a fora, e sobre tudo, sua alegria e fascínio em comentar alguns pontos de cultura que se traduzem como agencias de transformação, tirando crianças e jovens das drogas, da violência, e gente de bem da fome e da falta de dignidade enquanto gente. Eu sou evangélico, e minha visão a respeito de missões vai além da busca pela “alma” do homem, sem considerar sua cultura, seu meio, suas necessidades físicas, mas também não se restringe à Teologia da Libertação, a visão católica de transformação do homem apenas por meio de transformação social. Missão Integral é a nossa proposta. É a proposta de transformação do homem integral, por meio da vivencia do evangelho integral, uma vez que quando se tenta vivê-lo parcialmente, não é o evangelho que se vive, de fato. Gosto da frase do Ariovaldo Ramos, quando ele diz: "A obra d'agente é o resultado daquilo que agente crê." O Célio tem mostrado no que ele crê, e quem obtiver o seu livro vai poder conferir. Veja este trecho do livro:

“Depois de detalhar o programa Cultura Viva, fiz alguns desenhos, mostrando a interseção de um Ponto com outro. Ele logo disse: “Você estudou tanto para chegar ao desenho do peixe”. “Peixe?”, perguntei. “Sim, o símbolo dos primeiros cristãos, a parte de um círculo cruzando outro”. De fato, tava tudo ali, na minha frente, e eu não havia percebido. A religião dos escravos e do bem comum unira gente com o mesmo objetivo, um ponto completando outro, o se compadecer pelo semelhante, a compaixão, o repartir o pão e a comunhão entre iguais.”

Bem, isso tudo me faz tornar a questionar a mim mesmo, não o evangelho, mas no que eu tenho crido! No que nós temos crido? No que a Igreja tem crido? Quais têm sido as nossas obras? Tiago disse que a fé sem obras é morta, não existe, de fato. É um delírio fanático, ou qualquer outra coisa, mas não é fé! Eu escolhi engolir o meu orgulho cristão, e procurar aprender alguma coisa, para o exercício da fé, com o Célio Turino, porque pra mim, no exercício da sua fé, ele me faz lembrar Cristo, o autor e consumador da minha fé.

Já está na coluna Frases Relevantes, mas nunca é demais repetir:
"Santidade só é santidade quando nos compele ao outro.”
Elias Binja

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Nova Lei Nacional de Adoção – Um fator Melquisedeque

Entra hoje em vigor a Nova Lei Nacional de Adoção. Seu principal objetivo é viabilizar uma aceleração ao processo de adoção ou reintegração da criança ou do adolescente à sua família de origem, de modo que eles não permaneçam mais de dois anos em abrigos de acolhimento institucional.
A Nova Lei enfatiza a responsabilidade dos órgãos públicos no cumprimento de seus deveres quanto ao direito de toda criança e adolescente à convivência familiar. Ficou determinado, por exemplo, que o Poder Judiciário deverá reavaliar o caso de cada criança ou adolescente em abrigos, a cada seis meses, sempre com o propósito de reintegrá-los às suas famílias de origem, ou encaminhá-los a famílias substitutas ou a programas de acolhimento familiar, no caso da primeira alternativa ser completamente inviável. Uma perspectiva de valorização da família pode ser bem observada no esforço da Lei em priorizar a reintegração da criança e do adolescente à sua família de origem, antes de qualquer outra possibilidade. Inclusive, os casos de encaminhamento de crianças e adolescentes a programas de acolhimento institucional por parte de sua própria família por questões de falta de condições financeira não será mais tolerado pelos órgãos públicos, antes, as crianças que já estiverem em abrigos serão reintegradas às suas famílias, que será imediatamente inserida em programas e serviços de apoio e promoção social. Nos casos em que a adoção for a melhor alternativa, o Poder Judiciário, junto com outros órgãos públicos, deverão oferecer às pessoas e casais interessados em adotar, uma preparação psicossocial, através de cursos ou programas de orientação, com propósito de estimular a adoção de crianças maiores de três anos e adolescentes, grupos de irmãos ou pessoas com deficiência, e de evitar a ocorrência de violação de direitos e abandono de crianças e adolescentes adotados por seus pais adotivos, como em um recente caso na cidade de Uberlândia, em Minas Gerais, que o ministério público condenou um casal ao pagamento de uma indenização por danos morais, a uma menina de oito anos de idade, correspondente a 100 salários mínimos e ao pagamento de pensão alimentícia até que ela complete a idade de 24 anos, por ter sido abandonada por eles, após um ano de adoção. No Brasil, os pais adotivos têm as mesmas responsabilidades e obrigações, em relação aos seus filhos adotivos, que têm os pais biológicos. E isso nos lembra alguma coisa?

“Pois vocês não receberam um espírito que os escravize para novamente temerem, mas receberam o Espírito que os adota como filhos, por meio do qual clamamos: Aba, Pai. O próprio Espírito testemunha ao nosso espírito que somos filhos de Deus. Se somos filhos, então somos herdeiros; herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo, se de fato participamos dos seus sofrimentos, para que também participemos da sua glória”. Rm 8.15-17

“Mas, quando chegou a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido debaixo da Lei, a fim de redimir os que estavam sob a Lei, para que recebêssemos a adoção de filhos. E, porque vocês são filhos, Deus enviou o Espírito de seu Filho ao coração de vocês, e ele clama: “Aba, Pai”. Assim, você já não é mais escravo, mas filho; e, por ser filho, Deus também o tornou herdeiro”. Gl 4.4-7

“Porque Deus nos escolheu nele (Cristo) antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis em sua presença. Em amor nos predestinou para sermos adotados como filhos, por meio de Jesus Cristo, conforme o bom propósito da sua vontade, para louvor da sua gloriosa graça, a qual nos deu gratuitamente no Amado”. Ef 1.4-6

Com certeza, os esforços pela unidade familiar e principalmente pela adoção responsável, são traços de Deus em nossa sociedade. Tiago diz que “Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, que não muda como sombras inconstantes.” (Tg 1.17).

Além da adoção em si, as suas características mais preponderantes, como a voluntariedade por parte do adotante, sua total responsabilidade quanto ao filho adotado e a vitaliciedade do ato, que estão bem impressas na Nova Lei Nacional de Adoção, manifestam a maravilhosa graça do Soberano Senhor em nossa cultura e Legislação.

“Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora. Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia.” Jo 6.37; 44

“Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão. O meu Pai, que me deu, é maior do que tudo; e da mão do Pai ninguém pode arrebatar. Eu e o Pai somos um.” Jo10.28-30

Aleluia! O Senhor reina sobre as nações.
A Deus seja toda a glória!

domingo, 1 de novembro de 2009

Mais que uma aceitação, uma conversão!

“E Jesus, passando adiante dali, viu assentado na recebedoria um homem, chamado Mateus, e disse-lhe: Segue-me. E ele, levantando-se, o seguiu. E aconteceu que, estando ele em casa sentado à mesa, chegaram muitos publicanos e pecadores, e sentaram-se juntamente com Jesus e seus discípulos. E os fariseus, vendo isto, disseram aos seus discípulos: Por que come o vosso Mestre com os publicanos e pecadores? Jesus, porém, ouvindo, disse-lhes: Não necessitam de médico os sãos, mas, sim, os doentes. Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifício. Porque eu não vim a chamar os justos, mas os pecadores, ao arrependimento.” Mateus 9.9-13


Vivemos em tantas correrias, com tantas atividades que nos sugam tanto, as energias e o tempo, que mal conseguimos pensar em outras coisas que não as nossas próprias, os nossos compromissos, os nossos cursos, estudos, namoros, casamentos, negócios, nossas carreiras, etc. A verdade, é que estamos cada vez mais egocêntricos. Cada vez mais nos sentindo obrigados a nos concentrarmos em nós mesmos, e consequentemente, menos no próximo, ou em Deus, ou seja lá no que for. Mesmo nós, os chamados “cristinhos, ou pequenos cristos”, já que é essa a melhor idéia de definição do termo cristão! As nossas igrejas estão cada vez mais cheias. As nossas reuniões, cada vez mais configuradas por atrativos repletos de informação, inovação, distração e recursos motivacionais. É muito comum ver e ouvir pessoas dizendo o quanto gostam de ir “àquela igreja”, no final de semana, porque elas conseguem obter uma “recarga em suas pilhas” para enfrentar mais uma semana com mais correria, compromissos, cursos, negócios, transito... e a vida passa a encontrar seu sentido de ser, apenas nisso, na correria tresloucada, partindo sempre de uma insatisfação profunda para outra mais profunda ainda. E nós, mesmo nós, os “pequenos cristos”, estamos cada vez mais egocêntricos e indiferentes, cada vez mais descompromissados, cada vez aceitando mais, a idéia de uma vida religiosa – pelo menos nos finais de semana – em lugar de uma vida de seguidor-imitador do Cristo de Deus.
Mateus, o personagem do texto acima, era como a maioria de nós. Um trabalhador dedicado. Tão dedicado, que era até desprezado pelos seus, por sua tamanha dedicação. Ele trabalhava como coletor de impostos dos judeus, para Roma, embora fosse ele também um judeu. Mateus era o que se chamava de publicano, termo usado para um judeu funcionário do Império Romano, que era um governo estranho, autoritário, um invasor. Mateus era um traidor do seu próprio povo. Era um Judas, por assim dizer. Era cúmplice de Roma, na cobrança de altíssimos impostos do seu próprio povo, sendo que, de parte desses impostos ele se beneficiava, passando uma boa parcela do montante a ele pertencer. Como publicano, ele era renegado pelos seus. Era um indesejado. E Mateus tinha tanta consciência disso, que passou a ser chamado de Mateus, que é um nome grego que usava no lugar do seu verdadeiro nome, Levi, um nome judeu (Mc 2.14; Lc 5.27-28). Levi havia perdido sua identidade. Sua parte agora era com os pecadores. Aqueles... os considerados impuros, os gentios, os ladrões, as prostitutas, etc. Levi agora era um Mateus da vida!
Mas um dia Mateus encontrou, ou melhor, foi encontrado por Jesus, e nunca mais foi o mesmo! O texto sagrado diz que Mateus estava sentado na coletoria de impostos, quando Jesus, passando, o viu e o chamou, e ele, imediatamente, deixou tudo, como frisou Lucas, no verso vigésimo oitavo do quinto capítulo, e o seguiu. Eis a primeira prova da conversão de Mateus. Só alguém que tem uma experiência transcendente consegue fazer esse juízo de valor a respeito de si mesmo, da sua vida, e do novo pelo qual se viu alvejado. Eu creio que Mateus já era um sedento. Ele sabia que algo lhe faltava. Ele tinha dinheiro, mas isso não bastava. Ele nunca fora convidado por um rabino, antes! Ora, ele era um publicano! Ele não era nem visto! Mas naquele “Happy Day”, passando Jesus, o viu, e o convidou dizendo “segui-me”, e ele prontamente o fez.
A continuação do texto me impressiona ainda mais. Mateus não apenas assumiu, a custo de tudo, o compromisso de seguir a Jesus, como também se desprendeu de todo egoísmo no qual estava atolado. O povo vivia sob o pesado jugo de Roma, pagando exorbitantes impostos, e Mateus viabilizada essa injustiça com o seu trabalho, porque nada mais lhe importava, senão o seu próprio bem-estar, seu lucro, o seu enriquecimento, fosse ele justo ou injusto. Mas quando Mateus ouviu a voz do Mestre, o seu interior sofreu uma revolução. Ele não apenas aceitou ir com o Mestre, mas também se converteu aos seus ensinos e coração. Mateus aprendeu a compartilhar. E a sua primeira iniciativa registrada foi a de oferecer o que Lucas chamou de “um grande banquete” (Lc 5.29) em sua casa. Ele não poderia conter aquilo só para ele! Ele desejou compartilhar com todos os outros pecadores! Todos! A sua família, os outros inúmeros publicanos e impuros... Todos deveriam ter a chance de ouvir o que ele havia ouvido... De experimentar tão transformadora verdade. E enquanto os fariseus, que eram zelosos da religião judaica, continuavam julgando, questionando Jesus por assentar-se com os publicanos e pescadores, estes, estavam se permitindo ser transformados, e exatamente porque reconheciam quem eles mesmos eram.
Este é o nosso primeiro desafio. Reconhecer que não passamos de pessoas adoecidas pelo pecado do egoísmo, do amor à religião conveniente, da indiferença para com Deus e, por conseguinte, para com o próximo. É crucial que ouçamos a voz do Senhor nos chamando a segui-lo. Que entendamos que segui-lo implica em deixar tudo que nos embaraça a esta vida. Segui-lo implica não em querer que ele ande conosco, mas em andar com ele. Segui-lo é amar. E amar é servir, das mais variadas formas possíveis, inclusive, compartilhando com os outros, da maravilhosa voz que nos diz a todos: “Segue-me”.